O Vitória empatou em 0 a 0 com o Bahia neste domingo, na casa do rival, mantendo-se assim na liderança do Campeonato Baiano. Olhando desta forma, parece que quem saiu do Pituaçu no lucro foi o Leão. Mas a situação não é bem esta: o Tricolor tem três pontos a menos, porém um jogo a ser feito. Além disso, o time de Alexandre Gallo jogou com um atleta a menos desde os 22 minutos do primeiro tempo, momento em que o goleiro Marcelo foi expulso. Contando com tudo isso, o Rubro-negro ficou mesmo no prejuízo e o técnico Mauro Fernandes admiti que seu time não merecia ganhar.
“Nós não tivemos muita criatividade e realmente, não merecíamos ganhar o jogo”, falou Mauro Fernandes após a partida. O treinador rubro-negro ainda explica as substituições que fez durante o clássico: “Coloquei o Rafael Bastos no lugar do Ramires para que ele jogasse mais solto. Fiz isso porque os nossos jogadores que deveriam criar as jogadas, que eram Ramon, o Nadson e o Neto, estavam sendo muito bem marcados”.
Mesmo mantendo o time na liderança do Estadual, Mauro Fernandes começa a ter seu trabalho questionado. O principal motivo é a dificuldade que o Vitória teve para eliminar o ASA de Arapiraca (AL) na primeira fase da Copa do Brasil, no Barradão. O Leão só conseguiu passar adiante no torneio nacional, depois de vencer a equipe alagoana nos pênaltis. Mas Fernandes pode ficar tranquilo. Jorge Sampaio, vice-presidente de futebol do Vitória, garante que o treinador será mantido no cargo, independente de qualquer coisa.
Além da má atuação de sua equipe, Mauro Fernandes viu um grande problema surgir para ele, na partida deste domingo contra o Bahia. Três titulares que estavam pendurados levaram o terceiro cartão amarelo e estão fora do próximo jogo do Leão, que será nesta quarta-feira, no Barradão, contra o Fluminense de Feira de Santana. São eles: o goleiro Viáfara, o lateral-direito Apodi e o zagueiro Anderson Martins. Os substitutos já são quase certos: Gleguer irá defender a meta rubro-negra, Bosco será o novo lateral-direito e na zaga, Wallace deve ocupar o espaço vago.