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Futebol

Marin afaga Felipão, e Rinaldi critica postura do grupo antes da semi

Arquivo Geral

17/07/2014 14h29

De maneira diplomática, José Maria Marin, presidente da CBF, elogiou Luiz Felipe Scolari, técnico do Brasil na última Copa do Mundo. O coordenador de seleções Gilmar Rinaldi, por sua vez, condenou a postura do grupo antes da semifinal diante da Alemanha.

Pentacampeão mundial em 2002, Felipão conduziu a Seleção Brasileira até o quarto lugar na Copa, mas ficou marcado pela derrota por a 7 a 1 diante dos alemães na semifinal. Conforme havia combinado com Marin, ele colocou seu cargo à disposição no final do torneio, e acabou dispensado.

“Só tenho palavras de agradecimento e elogio ao Felipe Scolari e toda sua comissão técnica. Tenho profunda admiração por sua figura como homem e profissional. Ele assumiu a responsabilidade e sempre trabalhou pelos interesses da Seleção. Se antes éramos conhecidos, hoje quero me considerar seu amigo e tenho certeza que a recíproca é verdadeira”, disse Marin.

Já Gilmar Rinaldi foi menos político e condenou a postura adotada pelo elenco comandado por Felipão antes de semifinal da Copa. Lesionado e substituído pelo jovem Bernard diante da Alemanha, Neymar foi homenageado pelo grupo com um boné e a inscrição “Força Neymar”.

“Vou fazer uma inconfidência, mas o que mais me incomodou foi o boné usado antes do jogo contra a Alemanha. Deveria estar escrito ‘Força Bernard’. No futebol, as coisas são dinâmicas e a parte interna mexe muito com quem entra. Essa foi a única coisa que me incomodou”, disse Gilmar.

Sem Neymar, atingido por uma joelhada do colombiano Camilo Zúñiga, o Brasil, instável emocionalmente, tomou uma goleada por 7 a 1 da Alemanha. Na decisão do terceiro lugar, com o astro no banco mesmo sem condições de jogo, a equipe de Felipão perdeu por 3 a 0 da Holanda.

Como goleiro, Gilmar participou da conquista do tetracampeonato mundial na Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos. Intensamente criticado antes e durante o torneio, o time capitaneado pelo aguerrido Dunga e dirigido por Carlos Alberto Parreira entrava em campo de mãos dadas.

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