O goleiro Marcos conhece muito bem os bastidores do Palmeiras. Com quase duas décadas de convivência no Verdão, o ídolo admite que a briga política prejudica a evolução do clube e lembra que vê o problema de perto desde que chegou ao Palestra Itália.
“O Palmeiras sempre foi assim, com um racha político, já tem tanto problema na vida e precisa ficar resolvendo isso. Aqui, nós nos preocupamos com um problema que aconteceu ontem, mas, quando chegamos para falar, já tem um novo. Isso atrapalha. A briga política do clube é terrível. Quando cheguei, já era assim. Mas, se não me engano, até piorou um pouco”, comentou.
Apesar de reconhecer os bastidores quentes do Verdão, Marcos assegura que nunca presenciou um entrevero entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo.
“Só sei através de vocês (jornalistas) de briga do Felipão com o Frizzo, porque juro que não vejo isso lá dentro. Às vezes, até penso: ‘será que o bicho tá pegando?'”, afirmou. Mesmo assim, o goleiro entende o que poderia melhorar na relação entre dirigente e treinador.
“No meu ponto de vista, talvez o Felipão gostasse que o Frizzo fosse mais presente. Se o jogador chegou atrasado, quem tem de ver isso é o diretor e quem tem de cobrar é o clube. O Frizzo tem uma postura mais tranquila, enquanto o Felipão é mais explosivo. Talvez ele gostasse que o Frizzo fosse mais explosivo para cobrar o jogador”, acrescentou.
No elenco, Marcos alega não existir brigas entre os jogadores, mas adverte que a série de tropeços atrapalha o plantel. “O ambiente do Palmeiras é muito bom, mas, quando os resultados não aparecem, o clima fica meio pesado”, completou.