O estádio Alfredo Schürig, agora, faz jus ao seu apelido. Com o gramado alto, irregular e todo esburacado, a Fazendinha está indisponível para treinamentos do Corinthians. O clube fechou contrato com a multinacional portuguesa LusoArenas em janeiro, para reformar o local e capacitá-lo a receber jogos oficiais, mas as obras estagnaram.
O técnico Mano Menezes já demonstra impaciência com a demora para a viabilização do projeto, cuja previsão inicial de conclusão era a metade do ano. Como não pode utilizar o campo do Parque São Jorge, o time do Corinthians precisa se deslocar ao Parque Ecológico do Tietê para se preparar com bola.
“Isso atrapalha. Já deveríamos estar com o campo à disposição. Em função de problemas administrativos e financeiros, esse processo atrasou. Lógico que era melhor poder treinar no Parque São Jorge”, reclamou Mano Menezes.
Segundo o diretor de futebol Mário Gobbi, o empecilho para a reforma do Parque São Jorge foi a existência de dois contratos para obras no estádio. “Tivemos essa situação anômala, em que foi firmado um acordo só para o campo e, posteriormente, a parceria para cuidar do estádio todo. Precisávamos parar para ajustar isso. O presidente também me relatou que tivemos problemas com a planta”, comentou.
A expectativa do dirigente é satisfazer logo a vontade de Mano Menezes. “O Corinthians quer voltar a treinar na Fazendinha, então isso deve ser sanado rapidamente”, afirmou Mário Gobbi.
O técnico, no entanto, não está insatisfeito apenas com os campos para treinos do Corinthians. “Tivemos muitas dificuldades com o gramado do Santo André no domingo. O Pacaembu está parecido. A sucessão de jogos lá foi muito grande, de Pão de Açúcar, Santos e Corinthians. No momento em que o gramado precisava ser poupado, estavam ocorrendo jogos”, criticou.
Mas o problema do estádio municipal foge da alçada do Corinthians. “Não temos o direito de reclamar porque não somos donos do Pacaembu”, conscientizou-se Mano Menezes.