Há exatamente 365 dias, Brasília e Brasiliense disputavam a partida de volta da final do Campeonato Candango de 2013. Seria apenas mais uma decisão de torneio local, que passava, então, por sua 38ª edição.
O palco da partida, no entanto, deu um charme. A inauguração do novo Mané Garrincha, que finalmente tinha bola rolando no seu gramado novamente.
Entre todas as pessoas que estiveram relacionadas à construção do novo Mané Garrincha, está o secretário extraordinário da Copa, Cláudio Monteiro. Foi ele quem teve muito com o que se preocupar durante a obra da arena.
Em entrevista exclusiva ao JBr., o secretário elucidou qual foi o motivo de maior preocupação durante a construção e quais são os planos futuros para o Mané Garrincha.
Os altos custos do estádio foram, desde o início das obras na arena candanga, o tema que mais teve discussão. Para Cláudio Monteiro, as críticas sempre vieram de veículos de fora de Brasília, tornando-se mais uma guerra de interesses do que sobre os custos em si.
“Posicionar uma cidade no cenário nacional é contrariar interesses. Estádio não é estrutura de concreto. Podia ser no passado, quando os torcedores iam pela paixão, não pelo conforto. O desafio é competir com a televisão, ou seja, dar ao torcedor o respeito e a oportunidade de deixá-lo em um local seguro, com visão completa do espetáculo”, sentencia.
O mais difícil
As obras tiveram várias situações adversas, mas o momento mais complicado para o secretário, aconteceu na reta final, quando o sistema de drenagem foi instalado sob o gramado.
“O mais difícil foi fazer a drenagem do campo com o prazo curto, para a partida inaugural da Copa das Confederações. Tínhamos a tecnologia, a vontade e a determinação, mas a chuva insistia em não cessar. No final das contas, deu tudo certo”, aponta.
A mais bonita do País
Pouco depois de completar um ano de existência, o Mané Garrincha tem outro prêmio importante para “se gabar”.
Além de estar se preparando para se tornar o primeiro estádio do mundo a receber o selo Leed Platinum, prêmio máximo de sustentabilidade, o Mané Garrincha também foi eleito o estádio mais bonito do Brasil. Vale lembrar que durante as obras do estádio, muitos materiais reciclados foram utilizados. Esse foi um dos fatores que ajudaram a arena a se aproximar do selo Leed Platinum.
O prêmio foi entregue pelo presidente da CBF, José Maria Marin, para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que comemorou a premiação comentando sobre o impacto da arena em outros setores da economia.
“Agarramos com determinação essa oportunidade e a nossa capital será outra depois da Copa, por causa de investimentos em todas as áreas como turismo, educação e transporte”, disse o governador.