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Futebol

Magrão brinca: <i>Já não aguento mais o Palmeiras</i>

Arquivo Geral

05/05/2009 0h00



Com os quatro confrontos que terão na Libertadores e os seis garantidos na temporada devido aos dois duelos no Brasileiro, Palmeiras e Sport completarão dez embates em dois anos – se enfrentaram também na Copa do Brasil e no Nacional de 2008. A constância é vista até com bom humor pelos pernambucanos, felizes com uma rivalidade que ignora a distância entre São Paulo e Recife.


“A gente se classifica, olha quem vai pegar e lá vem o Palmeiras de novo… Não aguento mais o Palmeiras”, sorriu Magrão, acostumado a ver as camisas verdes à frente em partidas decisivas. “Já encaramos isso com naturalidade. Enfrentamos mais ele nestes dois anos do que o Náutico e o Santa Cruz juntos”, contabilizou o arqueiro. “O respeito com relação ao Sport cresceu, e isso é bom para gente. Mesmo fora do grande centro, estamos aparecendo”, completou Dutra.


E as últimas estatísticas têm sido favoráveis ao Leão. A rivalidade começou em 2003, quando os dois jogaram a Série B do Brasileiro. E quem se deu bem foi o Verdão. Foram três vitórias, dois empates e apenas uma derrota dos paulistas, que mantiveram os rubro-negros na segunda divisão ao vencer por 2 a 1 em Garanhuns (PE), jogo que, em contrapartida, selou seu acesso e o título da competição.


Os nordestinos, porém, se deram melhor quando voltaram à elite, em 2007. Desde então, foram quatro vitórias pelo Brasileiro, um triunfo e um empate pela Copa do Brasil e uma derrota e uma igualdade pela Libertadores. Além disso, os recifenses não perdem no Palestra Itália desde o 1 a 0 sofrido em 5 de novembro de 2003.


“Os números mostram esta situação, mas vai ser muito difícil manter assim. Vamos precisar de muito esforço e muita determinação”, pediu Magrão. “O Palmeiras é um time forte e esta classificação na última hora fez eles ficarem mais fortes ainda. Com certeza os jogos das oitavas vão ser mais difíceis que os da fase de grupos”, previu o goleiro.


As declarações do camisa 1 dão o tom do respeito que os comandados de Nelsinho Baptista usam ao falar de seu adversário nas oitavas de final. “Estamos bem, mas o Palmeiras também está. Não é porque eles foram eliminados do Campeonato Paulista e não se classificaram tão fácil como se pensava que nós, como campeões pernambucanos e líderes do grupo, estamos melhores”, avaliou o atacante Ciro.


Do contra – De toda a delegação do Sport que está em São Paulo, o único que discorda de uma rivalidade com o Palmeiras é Nelsinho Baptista. “Não tem isso. Nossa preocupação é a Libertadores”, esbravejou, entusiasmado com o desempenho de seu time.


“Os dois são clubes credenciados para passar de fase. São duas equipes em um momento bom, com condições de ser campeãs. Quem passar vai ficar muito mais forte”, assegurou o comandante do líder do grupo 1 da Libertadores, mesma chave em que estava o Palmeiras.

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