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Futebol

Luziânia aponta união do grupo como diferencial

Arquivo Geral

10/05/2014 9h55

A imponente campanha na primeira fase do Campeonato Candango, quando conquistou nada menos do que sete vitórias em 11 jogos, fizeram do Luziânia um candidato ao título do torneio, que nunca foi vencido pelo azulino goiano. 

Mesmo assim, o time que impõe respeito aos adversários dentro de campo, se mostra uma grande família fora das quatro linhas. Os jogadores garantem que a amizade é um dos fatores que levaram o time a chegar à final.

Com o conhecimento de quem já disputou mais de 200 partidas pelo Luziânia, o zagueiro Perivaldo aponta as razões para o sucesso azulino. 

“Somos um grupo bastante unido. Temos uma grande amizade dentro e fora de campo. Desde o começo frisamos que somos como uma família. Com isso, formamos um grupo forte, que chegou à final e pode cumprir o objetivo de conquistar o título”, aponta.

O atacante Chefe concorda com Perivaldo no que diz respeito aos fatores que levaram o Luziânia à final do Candango pela segunda vez em três anos. “Acho que a união do grupo foi fundamental. Estive aqui em 2012 e acho que a equipe perdeu um pouco o foco no segundo turno. A qualidade da equipe atual foi não perder o foco, mantendo o ritmo durante todo o campeonato.”

Pré-temporada

Experiente nos gramados candangos, com passagem por Gama e Brasiliense, o meia Rodriguinho aponta outra razão para os bons resultados de sua equipe: o forte ritmo de trabalho antes mesmo de o campeonato começar.  

“Atribuo ao bom início que tivemos. Fizemos uma pré-temporada maravilhosa, que ajudou o time a ganhar corpo e isso veio em um momento muito bom. Por mais que pareça clichê, o trabalho, a determinação e o foco foram fundamentais”, declara. 

Curiosidade

Segunda final

1 2012:   não será a primeira vez na história do Luziânia que a equipe do entorno do Distrito Federal disputará a final do Campeonato Candango. O azulino também alcançou a fase decisiva em 2012, mas esbarrou no Ceilândia, que ficou com o título daquele ano. 

2 Defesa firme:   a solidez na defesa foi uma das chaves para o sucesso do Luziânia na primeira fase, quando o time terminou na liderança, sofrendo apenas cinco gols. Para se ter uma ideia, a defesa menos vazada da primeira fase do Campeonato Candango foi a do Brasiliense, que sofreu quatro tentos em 11 jogos. 

3 Ataque preciso:   se as coisas funcionaram muito bem na defesa para o Luziânia, o ataque não teve a mesma efetividade, mas ainda assim deu conta do recado quando necessário. Os 11 gols marcados pelo azulino não passaram nem perto dos 22 feitos pelo Sobradinho, o melhor ataque da primeira fase. No entanto, a média de 1 gol por partida na fase de classificação deu ao time goiano a tranquilidade de não precisar correr atrás de placares na reta final.

O peixe nosso de cada dia

A distância de casa e a saudade dos familiares fez com que jogadores e comissão técnica do Luziânia se unirem ainda mais. Um dos passatempos favoritos da “família” do Luziânia é a pescaria. Devido à proximidade da cidade goiana com o rio Corumbá, é comum que alguns jogadores, acompanhados do técnico Ricardo Antônio, aproveitem o tempo livre para pescar. 

“É um hobby que a gente tem. Eu sou um amante da pescaria e a gente gosta bastante. É uma das coisas que criam o ambiente familiar e saudável que a gente tem no time”, explica o treinador. 

Entre os adeptos da pescaria no Luziânia, Ricardo Antônio citou jogadores como Max Pardalzinho e o goleiro Edmar Sucuri. Quem também costumava participar das atividades era Lúcio Bala, que já deixou o azulino goiano. 

Na folga

Ainda de acordo com o técnico, as saídas para pescaria costumam ocorrer quando os jogadores treinam em apenas um período. 

“Quando os jogadores só treinam de manhã e estão de folga à tarde, é quando eles mais costumam sair para pescar”, conta. “Como somos todos de outros estados (jogadores e técnico), gostamos de pescar como uma forma de ficarmos juntos”, completa o técnico.

Distância não atrapalha

A torcida tem exercido papel fundamental no apoio ao Luziânia no decorrer do Campeonato Candango. Os moradores locais costumam comparecer em bom número quando o time joga em seus domínios, no estádio Serra do Lago, e a expectativa é de que eles cruzem a divisa entre Goiás e o Distrito Federal para acompanhar a equipe nos dois jogos da final do Candango. 

Se engana quem pensa que só quem vive em Luziânia estará no Mané Garrincha hoje empurrando o azulino para o título inédito. Quem garante é o meia da equipe, Rodriguinho, que mora no Gama. 

“A torcida do Luziânia desde o início nos apoiou e fizemos um elo grande entre torcida e jogadores. Precisamos muito desse carinho e dessa força do torcedor porque vamos enfrentar um grande adversário. Sou morador do Gama e a grande maioria das pessoas que conversam comigo falam que vão torcer pelo Luziânia”, crava. 

Resultados ajudam

Quem também exalta o papel e a importância da torcida do Luziânia é o técnico da equipe, Ricardo Antônio. Na opinião do comandante do azulino goiano, os torcedores são importantes em mais de um aspecto. “A partir do momento que você tem a torcida do seu lado, quer dizer que você está fazendo o seu trabalho bem feito. Essa vontade da torcida de nos acompanhar, nos motiva muito”, conta. 

A decisão da Federação Brasiliense de Futebol (FBF) de colocar os dois jogos no Mané não tira a esperança do comandante. “Por mais que questões administrativas nos façam jogar o segundo jogo no Mané Garrincha, tenho certeza que até lá eles vão comparecer em bom número porque eles gostam da equipe e o povo de Luziânia gosta de futebol”, conclui. 

Jacaré fica mesmo na Série D

O sonho do Brasiliense de conseguir a vaga na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano através da Justiça foi por água abaixo ontem. 

O STJD determinou, na quinta-feira, que a CBF teria o prazo máximo de 48 horas para definir qual equipe ficaria com a vaga do Betim (MG), rebaixado por conta de uma dívida com o The Strongest, da Bolívia. 

Ontem, a entidade máxima do futebol brasileiro decidiu que a vaga ficaria mesmo com o CRAC (GO), que já estava disputando a competição, jogando uma pá de cal nas esperanças do Jacaré, que disputará a Série D.

Com isso, a final do Candango ganha ainda mais importância pois, quem levantar o troféu da competição, será o outro representante do Distrito Federal na quarta divisão do futebol nacional.

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