Depois de surpreender a América com a conquista da Libertadores em cima do Fluminense em pleno Maracanã, a LDU deu mais um passo para escrever seu nome na história do futebol mundial nesta quarta-feira.
Mesmo sem contar com seu grande nome na competição continental, Guerrón, negociado com o Getafe, os equatorianos tiveram a ajuda de um novo ‘reforço’ para bater o Pachuca por 2 a 0, em Tóquio, e carimbar o passaporte para a decisão: a sorte.
Foi ela quem ajudou o atacante Bieler a abrir o placar logo aos quatro minutos, aproveitando sobra de uma rebatida da defesa mexicana. A sorte também esteve do lado do atabalhoado goleiro Cevallos, que saiu mal do gol em duas oportunidades, mas não foi vazado.
A vitória foi sacramentada graças ao talento e a competência de Bolaños, que cobrou falta com categoria ainda no primeiro tempo e ampliou o marcador. Agora, a LDU espera o vencedor do duelo entre Gamba Osaka e Manchester United, marcado para esta quinta, para, de uma vez por todas, largar o rótulo de ‘zebra’ e começar a se firmar como uma potência emergente no mundo da bola.
O jogo: O Pachuca começou o jogo nervoso e a LDU se aproveitou. Logo aos três minutos, em um recuo mal feito por López, Bolãnos roubou a bola, avançou e bateu por cima da meta de Calero.
Em novo vacilo de López logo na seqüência, a jogada bem feita encontrou Bieler. O argentino brigou com a zaga, que fez o corte, mas a bola bateu nas pernas de um defensor do Pachuca e sobrou para o atacante da LDU, que não perdoou: 1 a 0.
A sorte que acompanhou o ataque equatoriano também ajudou os sul-americanos na defesa em dois momentos na etapa inicial, ambos causados por ‘lambanças’ do experiente goleiro Cevallos.
No primeiro deles, Alvarez fez boa jogada pela esquerda e cruzou fechado, nas mãos do goleiro. Nervoso, Cevallos se atrapalhou ao tentar segurar a bola e, por pouco, não permitiu que Rojas concluísse para o gol empatando a partida.
Poucos minutos depois, em cobrança de escanteio da direita, novamente Cevallos se atrapalhou ao tentar fazer o corte. A bola ficou ‘pererecando’ na área da LDU, mas o ex-santista Manzur não conseguiu mandar para as redes.
Quando o Pachuca parecia ter se encontrado em campo, a LDU deu nova estocada. Bolaños cobrou falta com categoria da entrada da área e, aos 25 minutos, praticamente sacramentou a classificação para a final do Mundial: 2 a 0.
Perdido por dois, perdido por dez. Assim como ocorreu diante do Al Ahly, o Pachuca resolveu jogar após estar em desvantagem, mas parou nas mãos de Cevallos, que se redimiu das duas bobagens com boas defesas em chutes fortes de Alvarez e Cardenas e levou a LDU aos vestiários com o placar de 2 a 0.
Administrando: Enquanto o Pachuca voltou para o segundo tempo mais ofensivo, com Montes e Aguilar nas vagas de Cardenas e Correa, a LDU utilizou a velha catimba sul-americana para esfriar a partida e administrar o resultado.
Com isso, o que se viu foi o aumento do nervosismo e das entradas violentas de ambos os lados, que resultaram em cartões para Urrutia e Gimenez e quase provocaram brigas entre os atletas.
Melhor homem em campo pelos lados do Pachuca, Gimenez quase marcou o gol de honra dos mexicanos ao aproveitar sobra da defesa e pegar forte, de primeira. O chute saiu com direção, mas apenas assustou Cevallos, que mais uma vez levou sorte e viu a bola passar raspando o travessão.
O mesmo Gimenez voltou a assustar o goleiro equatoriano em mais duas oportunidades, mas pecou na falta de pontaria e não conseguiu diminuir a desvantagem mexicana. Melhor para a LDU, que garantiu o resultado e a inédita classificação para a decisão do Mundial.