Afastado dos gramados desde o dia 1º de março, quando saiu no decorrer do primeiro tempo da vitória sobre o São Paulo, 1 a 0, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista, o lateral-esquerdo Léo comunicou a diretoria do Santos a sua decisão de abrir mão do seu direito de imagem referente ao mês de março. Na fase final de seu tratamento da lesão no joelho, foi constatada uma nova contusão no joelho direito do atleta, adiando assim o seu retorno aos campos.
A decisão pegou de surpresa a direção santista, mas o próprio jogador explicou o motivo desta sua iniciativa. “Quem me conhece sabe que eu sou um cara justo, que gosta das coisas certas. É claro que eu não tive culpa pela lesão, mas não me sentiria bem de receber do Santos o valor integral sem poder retribuir dentro de campo”, justificou.
Assim que soube da decisão, o gerente de futebol do Peixe, Ocimar Bolicenho, comunicou o fato ao presidente Marcelo Teixeira, que pediu ao ala-esquerdo que assinasse um documento atestando que realmente havia aberto mão de receber metade do seu direito de imagem.
“Minha palavra vale mais do que qualquer papel”, afirmou Léo. “Foi o Santos que me tornou um jogador conhecido, que fez com que eu conquistasse títulos importantes, fosse convocado para a seleção brasileira e depois chegasse à Europa. Minha relação com o clube supera o lado profissional. É de amor, mesmo”, disse o lateral, que está em fase de recuperação e espera voltar o mais breve possível aos gramados.
“Não vejo a hora de voltar a jogar. Estou só aguardando a liberação dos médicos para trabalhar no campo e ficar logo à disposição do Vagner Mancini”, revelou Léo.
O lateral espera ser liberado pelo Departamento Médico do Alvinegro Praiano para iniciar trabalhos físicos até o final desta semana. Segundo o médico santista, Carlos Braga, a sua volta está prevista para daqui há 15 ou 20 dias.