Seis jogos e cinco cartões vermelhos. É com este preocupante saldo que o Cruzeiro termina a fase de Grupo 5. Kléber e Fabrício são os líderes desta estatística negativa, com duas expulsões cada. O volante, que foi pra o chuveiro mais cedo na vitória de 2 a 0 contra o Deportivo Quito, nesta quarta-feira, está suspenso para o primeiro jogo das oitavas de final.
A outra expulsão de Fabrício também tinha sido contra o Deportivo Quito. Para os jogadores celestes, nenhuma coincidência. As duas partidas contra a equipe equatoriana foram tensas e violentas. Somando o empate por 1 a 1 em Quito e o jogo desta quarta, foram mostrados 14 cartões amarelos e seis vermelhos.
O atacante Wellington Paulista não escondeu a irritação. “Tem que ter muito sangue frio, porque a gente fala com o juiz e ele finge que não escuta. A gente tenta conversar com o pessoal do outro time para ver se para com isto e eles não param, continuam batendo, continuam dando porrada na gente”, relatou, defendendo que o número de cartões deveria ter sido ainda maior para o adversário.
Ex-zagueiro, Adilson Batista costuma ser comedido e, dentro da realidade dos técnicos brasileiros, fala muito pouco de arbitragem. Hoje, ele não criticou o paraguaio Carlos Amarilla, mas admitiu que levou em conta a violência do Deportivo Quito na hora de mexer na equipe.
“A gente tinha esta preocupação. Eu tirei os três do meio – o Fabrício saiu em função da expulsão, mas ideia também era tirá-lo do jogo – e não fui vaiado. A gente pensa em determinadas situações: pedi para o Kléber não segurar tanto a bola, acho que a equipe não provocou, jogou séria, rodou (a bola) bem, foi profissional, foi objetiva”, observou o treinador.