A delegação do Atlético-MG já está de volta a Belo Horizonte, depois da derrota de 3 a 0 para o Vitória, em Salvador, que complicou o time na Copa do Brasil. Os jogadores foram liberados e só retornam aos treinos nesta sexta-feira. A folga, no entanto, não será sinônimo de tranqüilidade, pela tensão que o momento da equipe traz.
“O último resultado no clássico acabou mexendo muito com a estrutura do time e com o lado psicológico. Foi um resultado muito ruim, mas temos que tentar jogar bem contra o Cruzeiro, ganhar o jogo e levantar a moral do grupo”, admitiu o zagueiro e capitão Marcos, apontando os 5 a 0 do domingo como um dos motivos da derrota na Bahia.
O lado psicológico parece mesmo estar influenciando. O meia Lopes fez uma comparação que ilustra o sentimento do atleticano neste momento. “Não foi nosso planejamento, mas isto é uma coisa do futebol. Em um momento você pode ser rei, mas em segundos pode se tornar o bobo da corte. No momento, estamos sendo isto”, lamentou.
O volante Renan reconheceu a má fase, mas lembrou que não é momento de procurar bodes expiatórios. “Todo mundo tem que assumir um pouco da responsabilidade porque não existe apenas um culpado. Todos são culpados e têm que assumir parte dessa culpa, levantar a cabeça porque o Atlético é grande. Aqui, tem jogadores grandes que podem superar um momento difícil desse. Tenho certeza que, unidos, vamos sair dessa situação”, disse o jogador