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Futebol

Jogadores adotam postura curiosa e viram a casaca

Arquivo Geral

10/01/2014 8h11

O que antes era considerado um tabu no futebol brasileiro tem se banalizado em 2014. Pecado capital para a maioria dos torcedores, este ano jogadores têm ignorado a rivalidade entre clubes e pulado o muro sem maiores cerimônias. Após os veteranos Dida e Lúcio se debandarem para o vizinho nada amigo, ontem foi a vez de o Bahia anunciar Maxi Biancucchi, ex-Vitória, como seu novo contratado.

Proibido de treinar no São Paulo, o zagueiro Lúcio, curiosamente, encontrou no Palmeiras o ambiente ideal para tentar se reerguer. O jogador será apresentado hoje em Itu, no interior de São Paulo, para participar da pré-temporada. O contrato vale até 31 de dezembro de 2015.

Outro ex-seleção brasileira, o goleiro Dida defendeu as cores do Grêmio na última temporada. Sem acordo com o tricolor gaúcho para renovar, ele aceitou a proposta do maior rival, Inter, e será o camisa 1 no próximos dois anos.

“Não temo rejeição. Para conquistar a torcida tenho que fazer o que sempre fiz. Só assim irei conquistar, nos jogos, os torcedores”, disse Dida durante sua entrevista de apresentação no Colorado.

Com jeitinho

Enquanto uns ignoram o possível clima hostil, outros adotam postura menos polêmica na hora de se transferir para o rival. Sem grande alarde, o ex-vascaíno Alecsandro está prestes a ser anunciado pelo Flamengo como novo reforço para o ataque. 

O Botafogo apresentou ontem o volante Airton, que estava no Internacional, mas foi campeão brasileiro com o Flamengo em 2009. Outro cabeça de área que irá atuar por um ex-adversário estadual é Edinho. Presente no título do Mundial de 2006 do Inter, este ano ele defenderá o Grêmio.

Até o início dos Estaduais outras “bombas” para a torcida podem aparecer. O São Paulo, por exemplo, tenta a contratação do ex-volante do Corinthians, Jucilei.

A troca de endereço entre vizinhos não é privilégio de um ou outro estado. Em Brasília, a torcida do Gama se acostumou a ver os destaques da base – ou contratações que deram certo – se transferirem para o arquirrival Brasiliense. 
 
Em má fase técnica e financeira desde 2003, ano do último título do clube, o Alviverde virou refém do maior poder de compra do Jacaré. Ídolos antigos, como o meia Rodriguinho e o lateral Patrick, e mais recentes, como o volante Ferrugem e o atacante Bebeto trocaram o verde pelo amarelo – no caso dos dois últimos, o Gama devia aos jogadores e os perdeu na Justiça. 
 
Atualmente, dois atletas do elenco do Jacaré deixaram o Alviverde diretamente: o prata da casa Elivelto e o volante Ederson.
 
Troco
O caminho contrário é mais raro, mas também acontece. O ex-lateral Augusto deixou o Brasiliense e rumou ao Gama. Aloísio Chulapa e Allan Dellon repetiram o ato, mas não de forma direta. (R.W.)

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