Ian Ferraz
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Na reformulação do elenco do Brasiliense para a temporada 2012, muitos atletas ainda não tiveram os nomes decorados pela torcida. Sem os medalhões, o clube abriu espaço para os jovens, antes inimagináveis, na equipe de propriedade do senador cassado, Luiz Estevão.
Entre os reforços, há um zagueiro que caiu no gosto dos amantes do clube antes mesmo de o clube de Taguatinga fazer sua estreia no Candangão-2012. Se perguntarem por um certo Gilson nas arquibancadas, nenhum torcedor saberá dizer quem é, mas se trocar por Somália, certamente os presentes abrirão um sorriso.
O franzino defensor chega a ouvir gritos divertidos o comparando com Dedé, do Vasco, nos amistosos do time amarelo. Humilde e tranquilo, Somália rechaça a comparação com o defensor vascaíno. “Só tenho a agradecer, mas eu não cheguei nem aos pés do Dedé ainda. Ele é um jogador consagrado, joga muito e eu estou começando ainda, apenas engatinhando. Espero daqui a um tempo ser comparado mais vezes, mas jogando bem e fazendo belas partidas pelo Brasiliense”, admite.
A rápida adaptação ao Brasiliense era esperada pelo jogador, mas não com a condição de titular. “Temos que estar prontos para todos os momentos. Se vai jogar ou não, tem que dar conta do recado”, discursa o campeão da Série B local, com a camisa do Brazlândia.
Somália faz parte de um nicho de atletas que começou a carreira de forma tardia. Ele tornou-se profissional apenas aos 21 anos, quando conciliava o emprego e a bola. Depois de passar pelos juniores do Guará, ele se profissionalizou no Paranoá, durante a Segunda Divisão local, antes de se transferir para o Brazlândia. “Eu trabalhava em hospital com faturamento e vendia bombom também”, recorda o jogador de 23 anos.
Na estreia do clube contra o Formosa, dia 13, no Serejão, o zagueiro deverá ouvir novas comparações vindas da arquibancada.
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