O técnico Joel Santana foi muito criticado pela torcida do Botafogo no Engenhão, neste domingo, na derrota para o Vasco. O comandante foi hostilizado e nesta segunda-feira, afirmou que estava muito trsite e não sabia se valia a pena permanecer no clube. Em entrevista à Rádio Tupi, o treinador alvinegro reclamou da postura de alguns torcedores.
“Estou realmente muito sentido com a série de acontecimentos. Não estou trsite com a torcida do Botafogo, mas com alguns torcedores. Nós somos líderes e estávamos em um clássico contra o Vasco, mas tiveram algumas situações no jogo. Eu iria tirar o Somália, mas o Éverton pediu para sair por conta de cãimbras. Fui hostilizado por isso. Está sendo um dia muito ruim. Tenho que agradecer ao presidente do Botafogo, que foi o primeiro a falar comigo quando sai de campo. No entanto, se acham que sou o problema é melhor me mandar embora. Não quero e nunca irei prejudicar o Botafogo. Hoje, estou triste no Botafogo. Se a diretoria quiser, nós conversamos sobre o elenco e como melhorar. Não estou triste com a torcida do Botafogo, mas com alguns que vão lá e ficam me hostilizando. Não entendo para que isso”, disse.
Joel lamentou a perda de seis jogadores para a partida contra o Boavista, no próxima sábsdo, em Macaé. O alvinegro tem três jsuspensos e outros três convocados para seleções.
“Estou sem seis jogadores. Se contar com os lesionados, são dez jogadores. As seleções uruguaia e brasileira me tiraram o Loco Abreu, o Arévalo, além do Jefferson. Na partida contra o Vasco levamos dois gols em condições de jogo. Quando tentei mudar, tive o problema com o Éverton. Minha intenção era colocar o Guilherme no lugar do Somália”, declarou.
O técnico ainda falou sobre a sua expulsão no clássico contra o Vasco. Joel Santana novamente ressaltou que não falou com o árbitro. “No lance da expulsão, eu nem falei com o árbitro. Ele foi e falou que eu estava fora. Falei para ele que estava tendo uma boa arbitragem. Isso magoa, pois a gente tem uma história no futebol. Não entendi o porquê da expulsã”, comentou.
O comandante afirmou que não sabe se vai continuar a frente do Botafogo no prosseguimento da temporada. No entanto, Joel falou que recebeu diversas propostas, mas que ficou no clube por causa da diretoria do Botafogo.
“Não sei se continuo. Estou muito trsite mesmo. Não dormi, fiquei pensando se valia a pena ou não. Somos líderes, com 100% na Taça Rio até esta rodada. No entanto, não posso colocar o Somália que a torcida pega no pé, não posso colocar o Fahel e o Alessandro também, a mesma coisa. Não somos a seleção brasileira, nós temos um plantel. Teremos que utilizar garotos do juniores na próxima partida. A diretoria do Botafogo é ótima e fiquei em outras oportunidades por conta deles. No dia que o Botafogo não me quiser mais a gente vez. Depois do jogo falei com o presidente que tava machucado, mas ele falou que confiava em mim e na classificação”, explicou.
O treinador também negou qualquer problema com o uruguaio Loco Abreu, que não quis falar sobre o clássico, na saída de jogo. Ambos já tiveram problema no início da temporada, pois o atacante considera que o alvinegro poderia atuar de forma mais ofensiva.
“O Loco não tem problema nenhum, está muito calmo. O Loco tem um comportamento normal e tem a necessidade, até pelo tempo que está no futebol, de passar um pouco do seu conhecimento. Nestes 14 meses que estou no Botafogo, nunca foi tão tranquilo”, finalizou.