O fim do jejum de títulos mundiais ficou para trás na Copa de 2010. Além disso, o apelido de Fúria também faz parte do passado da seleção espanhola, que agora é conhecida simplesmente como La Roja.
A seleção comandada por Vicente del Bosque virá ao Brasil com um elenco recheado de estrelas do futebol mundial e é mais uma a viver o benéfico “choque de gerações”.
Um dos grandes personagens da atual campeã mundial é o atacante David Villa. Experiente Villa representou as cores do Atlético de Madrid (ESP) na última temporada e ajudou a equipe colchonera a conquistar o título do Campeonato Espanhol e a ficar com o vice-campeonato da Liga dos Campeões.
Ele já avisou à direção da equipe da capital espanhola que, para a próxima temporada, irá mudar de ares. O atacante foi contratado pelo New York City, time recém-criado que disputará a Major League Soccer (MLS), o maior torneio de clubes do futebol dos Estados Unidos.
Se na próxima temporada Villa já terá deixado o Atlético de Madrid, a Copa do Mundo também marcará um importante passo na carreira do atacante: ele já avisou que o Mundial no Brasil será a última competição em que ele vestirá o uniforme de La Roja.
Talvez por isso, Villa venha para o último Mundial da carreira motivado a se despedir em grande estilo e também muitos gols.
Se contar pelo desempenho em outras Copas do Mundo, o atacante não tem motivos para se preocupar. Logo em seu primeiro jogo na competição, contra a Ucrânia, em 2006, marcou dois gols. E, se o primeiro gol no torneio foi de autoria de Villa, o último também foi, nas oitavas de final, contra a França, na derrota por 3 x 1.
Na campanha do inédito título mundial, em 2010, o centroavante também teve papel de destaque. Villa não se cansou de balançar as redes e se tornou nada menos do que o maior artilheiro da Espanha em Copas do Mundo, superando o craque Emilio Butragueño, com seis tentos. No total, são 56 gols em 94 partidas.
O novato
Um dos símbolos da renovação que a seleção espanhola deve passar nas próximas competições é o meia-atacante Isco, que defende no Real Madrid (ESP).
Aos 22 anos, Isco não tem vasta experiência na seleção principal da Espanha, mas é mais um exemplo de atleta que passou muito tempo em seleções de base.
Ele tem participações em diversas categorias da base espanhola, desde a sub-17 até a sub-23.
Atuando ao lado de craques como Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Marcelo no Real Madrid, Isco está habituado a jogar no mesmo time de grandes estrelas sem sofrer com a pressão, o que será um grande trunfo na Copa do Mundo.
Para se ter uma ideia da qualidade do meia-atacante, basta uma rápida análise dos números dele durante a temporada 2013/2014.
Em 53 atuações, Isco estufou as redes adversárias 11 vezes, além de ter distribuído nove assistências.
Defendendo as cores da Espanha, os números são mais modestos, uma vez que Isco só defendeu a La Roja em duas oportunidades.
No Brasil, Isco terá a oportunidade de mostrar ao mundo suas habilidades, desta vez na competição mais importante do futebol mundial.
Isco não estreou na Espanha diante de um adversário qualquer. O debute do meia-atacante ocorreu diante do Uruguai em uma partida amistosa, vencida pelos espanhois por 3 x 1.
Ele começou a partida no banco e entrou antes da metade do segundo tempo, no lugar de ninguém menos que Andrés Iniesta.