Convidado do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, neste domingo, o atacante Geuvânio explicou como evita as tentações fora de campo que poderiam atrapalhar sua carreira de jogador profissional. Considerado um dos destaques do Santos na temporada, o atleta disse que as lições aprendidas na infância humilde e a presença da família são fundamentais para mantê-lo “na linha”.
“Eu cresci de forma muito humilde no Sergipe. Quando eu alcancei meus objetivos na carreira, eu sabia muito bem o que queria e não desviei do meu caminho. Também tenho a família sempre no pé para chamar a atenção quando dou uma desviada”, afirmou o jogador santista, que mora com os pais até hoje.
O atleta recordou um episódio delicado de sua vida na periferia de Aracaju para justificar o comprometimento com a profissão. “Houve uma época em que a gente estava passando tantas dificuldades que nós não tínhamos nem casa para ficar. Um dia a minha família viu uma casa abandonada e entrou para dormir de noite. Depois conseguimos uma casinha de palha e deu para morar”, disse Geuvânio, que veio para São Paulo quando tinha dois anos.
Hoje no Santos, o atacante diz que prefere gastar o tempo livre jogando videogame com os primos. Dentro de campo, o atleta atribui a melhora no rendimento da equipe à metodologia de trabalho do técnico Dorival Júnior. “A conversa para acertar a parte tática foi importante. Nosso time estava muito distante. A defesa e o ataque estavam longe um do outro. E o futebol acontece no meio-campo. Tivemos de acertar isso”, explicou.
Lesionado, Geuvânio não participou da derrota por 3 a 1 do Santos para a Ponte Preta, neste domingo, no Moisés Lucarelli. O Peixe voltará a treinar nesta segunda-feira visando à partida contra o vice-líder Atlética-MG, nesta quarta, na Vila Belmiro.