Jogador que mais vestiu a camisa merengue no atual elenco do Real Madrid, com mais de 500 jogos, o goleiro Iker Casillas foi um dos primeiros a protestar sobre o atual momento do clube após a derrota de 4 a 3 para o Schalke 04-ALE, que por pouco não custou a classificação as quartas de final da Liga dos Campeões. Contestado por parte da torcida, o espanhol reconheceu as dificuldades que o Real atravessa, mas evitou dramatizar a situação.
O tropeço contra os alemães foi o terceiro em sequência do Real. Antes, o time de Madri já havia empatado em casa com o Valência e perdido do Bilbao fora, revés que lhe custou a liderança do Espanhol. “Nossa atuação não foi própria do futebol que temos jogado, partidas assim afetam nossa forma de jogar e nossa cabeça. Temos que tirar força de onde não temos, o importante é a união do coletivo. Não é o pior momento que vivo no clube, estamos nas quartas da Champions e disputando as primeiras posições do Espanhol”, avaliou em entrevista ao El País.
Criticado pela torcida por conta de algumas falhas que vem marcando suas atuações em jogos decisivos, Casillas, que ainda tem que conviver com a sombra de Navas no gol merengue, reclamou. “É uma situação que vem acontecendo há meses. As pessoas são livres para demonstrar sua insatisfação. Se alguém pensa que Casillas não está em seu melhor nível, que se manifeste comigo. Melhor falar a mim do que aos outros, tenho experiência e saberei compreender melhor”, falou.
Garantindo que segue confiando no plantel que tem nas mãos, Ancelotti relativizou a má fase da equipe. “O que está acontecendo é bastante incompreensível. Perdemos um pouco de confiança no nosso jogo e nossa identidade, está difícil jogar como queremos. O futebol muda muito rápido para o bem e para o mal. Em setembro ninguém poderia prever que ganharíamos 22 jogos seguidos, e agora a situação também pode mudar”, disse o técnico italiano, que mantém vivo o sonho inédito de conquistar a Liga dos Campeões de forma consecutiva.