Figura apagada no empate por 1 a 1 entre Brasil e Equador, domingo, em Quito, mas defendido pelo técnico Dunga, o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho poderá trocar de ares muito em breve.
Depois de ter iniciado bem sua nova vida no Milan após sair em baixa do Barcelona, o jogador voltou a apresentar enorme inconstância em seu futebol e, atualmente, é apenas opção no banco de reservas para o técnico Carlo Ancelotti.
Insatisfeito com sua situação, o atleta revelou ao diário Sport, antes de se apresentar à seleção, que terá uma conversa com os diretores do Milan para definir seu futuro assim que a atual temporada europeia terminar, no meio do ano.
“Quero me reunir com (Adriano) Galliani (vice-presidente do Milan), mas, no momento, minha intenção é mostrar que sou profissional, ajudando o Milan a conquistar seus objetivos. Quando chegar o mês de junho, com certeza sentaremos para conversar”.
O diário espanhol também entrou em contato com Roberto Assis, irmão e procurador do craque. O ex-jogador do Grêmio confirmou que há muitos interessados em contar com Ronaldinho, dentre eles o Manchester City, da Inglaterra. Mas jogou para as mãos dos dirigentes italianos a decisão sobre a possível saída do jogador para o time de Robinho.
“Há diversos clubes me procurando para saber da situação do Ronaldinho, inclusive o Manchester City, mas eu sempre digo que qualquer negociação depende também da vontade do Milan”, simplificou o irmão do craque.
Os números de Ronaldinho com a camisa do rubro-negro italiano estão bem abaixo das expectativas para aquele que, um dia, foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Desde que trocou a Espanha pela Itália, Gaúcho atuou em 38 partidas, sendo que somente em 19 delas iniciou como titular e apenas em dez durante os 90 minutos. O jogador, autor de sete gols no Campeonato Italiano e dois na Copa da Uefa, não balança as redes rivais desde o dia 30 de novembro de 2008.