Ele já foi chamado de velho. E já teve que ouvir do próprio técnico que estava acabado para o futebol. Qual foi a reação do craque camaronês Samuel Eto’o? Simplesmente dar de ombros, com direito a imitação de um velhinho em uma das comemorações de seus gols.
O grande líder da atual seleção camaronesa chega ao Brasil como grande esperança da equipe e também para se despedir dos Mundiais após nada menos do que 17 anos de serviços prestados.
A primeira grande competição do goleador foi nada menos do que a Copa do Mundo de 1998, com apenas 17 anos.
Em sua estreia em Mundiais, Eto’o passou em branco e terminou a competição sem ter anotado um gol sequer.
Na ocasião, os Leões Indomáveis não conseguiram repetir as atuações vistas na Copa do Mundo de 1990, quando, liderada por Roger Milla, a equipe terminou a competição em uma honrosa sétima colocação, sendo eliminada apenas na fase de quartas de final, naquela que foi a sua melhor participação na história dos Mundiais.
Quatro anos depois, mais experiente, lá estava Eto’o novamente representando Camarões no Mundial de 2002. Desta vez, o atacante conseguiu marcar um gol, o único da seleção africana, na vitória sobre a Arábia Saudita.
Apesar da ausência de Camarões no Mundial de 2006, Eto’o não se fez de rogado e deixou sua marca por duas vezes.
Mesmo não tendo anotado muitos gols em jogos válidos pela principal competição de futebol, Samuel Eto’o é, nada menos, do que o maior artilheiro da história de seu país, o que credencia o atleta, atualmente no Chelsea (ING), a ser uma das grandes armas de Camarões, o terceiro adversário do Brasil na Copa do Mundo.
Confiança japonesa

Jovem, mas já acostumado a jogar em grandes equipes e ao lado de grandes jogadores.
Resumidamente, é o que se pode dizer de Shinji Kagawa, atualmente no Manchester United, o time com maior número de jogadores cedidos para a Copa do Mundo 2014.
Antes disso, Kagawa estava em outra grande equipe, o Borussia Dortmund, da Alemanha. Um currículo invejável para um jogador de apenas 25 anos.
Na seleção japonesa principal, Kagawa estreou em 2008, mas acabou não sendo convocado para atuar na África do Sul, há quatro anos.
Mesmo sem ter atuado em um Mundial, Kagawa carrega a responsabilidade de ser um dos mais importantes jogadores do elenco nipônico.
Para tanto, as atuações pelo Manchester United na última temporada mostram que o meia-atacante tem qualidade suficiente para ajudar o Japão a ir longe no Mundial: em 18 partidas na Premier League, Kagawa deu quatro assistências.
Os números do atleta nipônico defendendo a seleção japonesa também animam os torcedores: o meia-atacante entrou em campo defendendo seu país em 56 oportunidades, tendo anotado 17 gols.
No Grupo C da Copa do Mundo, o Japão tentará superar o favoritismo de Costa do Marfim e da Grécia para conquistarem um lugar nas oitavas de final do torneio.