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Futebol

Histórias da Bola: Rabelo, o bom de 1962

Arquivo Geral

23/01/2012 9h17

Gustavo Mariani

gustavo.mariani@jornaldebrasilia.com.br

 

O 1º de maio de 1962, foi de festa para o Rabelo. Levou o “Troféu Candango”, oferecido pela Antárctica Paulista, diante de Guará, Colombo e Defelê, o campeão candango de 1961, mas que nesta disputa foi o último, com quatro pontos perdidos – o Guará perdeu dois e o Colombo três.

 

A final foi no Estádio Israel Pinheiro, com o Rabelo mandando 2 x 1, de virada, aos 35 e aos 36 minutos da fase final, com gols de Capela e Arnaldo – Nilo fez o do Lobo, aos 27 da etapa inicial.

 

A decisão – na preliminar, Colombo 2 x 0 Defelê – foi com portões abertos e um bom público. O presidente em exercício da Federação Desportiva de Brasília, Roosevelt Nader, convidou Almir Soares, o “candango número um”, para dar o pontapé inicial.

 

O Rabelo foi: Icinha (Gaguinho); Délio, Dito e Enes; Calado e Bimba; Alaor (Nicotina), Léo,  Capela, Tião (Joãozinho) e Arnaldo. O Guará teve: Bola Sete; Beto, Aderbal e Múcio; Clemente e Elluf; Raimundinho, Orlando, Fernandinho, Nilo e Carlinhos. O juiz, Jorge Cardoso, foi auxiliado por Pedro Celestino Machado e Antônio Gil Júnior.

 

PREFEITURA 

Maio de 1962 foi um mês para o Rabelo não esquecer. Após o Troféu Candango, 20 dias depois, ganhou, sem perder pontos, a “Taça Sette Câmara”, em homenagem ao prefeito (José). E em grande estilo: 5 x 0 sobre o grande rival Defelê.

 

A disputa teve, ainda, Nacional, Guanabara e Planalto, e atrasou-se muito devido excursões da seleção brasiliense (a Niterói, para encarar o selecionado do Estado do Rio de Janeiro), e do Rabelo (a Belo Horizonte, para pegar o América-MG).

 

Na final, no Estádio Aristóteles Góis, os gols alvinegros foram de Gavião (contra) e Nicotina, no primeiro tempo, e Joãozinho, Léo e Capela, no segundo.

 

O Rabelo fez mais gols (14), melhores rendas e não teve expulsões. Na final, o técnico Juvenal usou: Gaguinho; Délio Leocádio e Calado; Bimba e Enes; Nicotina, Léo, Capela, Joãozinho (Alaor) e Arnaldo. No Defelê, Didi teve: Matil: Zé Paulo (Humberto) e Gavião;  Matarazzo e Osvaldo; Ramiro, Sérgio (Invasão), Ely, Leônidas (Fino) e Raimundinho.

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