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Futebol

Grêmio não consegue reverter resultado e Boca é campeão da Libertadores

Arquivo Geral

20/06/2007 0h00


Nem o mais argentino dos times brasileiros conseguiu parar o grande bicho-papão de Buenos Aires. O Boca Juniors marcou bem, teve inteligência, soube administrar a vantagem adquirida no primeiro jogo e engoliu o Imortal Tricolor vivo nesta quarta-feira à noite, no Estádio Olímpico.

 

Com uma vitória por 2 x 0 sobre o Grêmio em território inimigo, o Boca Juniors fez a festa de seu sexto título da Taça Libertadores e se isolou como o segundo clube com mais títulos na história da competição. Agora, os xeinezes estão atrás apenas do Independiente de Avellaneda, que tem sete títulos.

 

Juan Román Riquelme foi o nome da competição e marcou o dois gols da partida, os dois únicos sofridos pelo Grêmio em seu estádio durante toda a competição. O meia argentino, que está prestes a completar 29 anos, fez seu último jogo com a camisa do Boca Juniors (voltará para o Villareal) e está com seu nome cotado para disputar a Copa América pela seleção argentina. A lista será anunciada nesta quinta-feira.

 

O Grêmio não suportou a força do adversário e somando-se os dois jogos, perdeu por 5 x 0 para o Boca. O jovem Lucas, de 20 anos, não conseguiu brilhar em seu jogo de despedida. O meio-campista tem apresentação marcada para o dia 1º de julho no Liverpool, time que pagou 9 milhoes.

 

O time gaúcho procurou o ataque desde o princípio e o Boca surpreendeu ao adiantar sua marcação mesmo tendo a vantagem de poder perder o jogo por 2 x 0. Apesar do esforço argentino, o Tricolor trabalhava bem a bola pelas pontas e tinha um maior volume de jogo.

 

A esquipe argentina estava bem postada na defesa e usava toda sua experiência para deixar o relógio correr. Os atacantes cavavam faltas e, nas cobranças, demoravam no mínimo um minuto para recolocar a bola em jogo.

 

Graças a bons cruzamentos da esquerda, o Grêmio cabeceava em gol com freqüência. O goleiro Caranta, entretanto, não precisou se esforçar para manter o placar inalterado. Os jogadores brasileiros manejam bem a bola, mas estavam muito afobados na hora de passar e concluir.

 

Bem marcado, Riquelme procurava organizar o Boca e segurar o jogo. Do outro lado, a bola queimava nos pés dos apressados gremistas. Quando Mano Menezes já começava a pensar nas alterações que poderia fazer no segundo tempo, Teco sentiu contusão em choque com Palácio.

 

Aos 32 minutos, Schiavi substituiu o zagueiro titular e o Tricolor ficou com apenas mais duas substituições para fazer. Diego Souza acertou a trave e levantou o torcedor gremista. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou como começou: amarrado do jeito que o Boca queria.

 

Com Amoroso na vaga de Tcheco, que sentiu contusão muscular, o Grêmio voltou com mais ímpeto do intervalo. Aos quatro minutos, Schiavi cabeceou na trave e Diego Souza dividiu com Caranta e cometeu falta.

 

O torcedor começou a perder a cabeça a partir dos 15 minutos, quando Riquelme tentou cobrar um escanteio e foi recebido com rojões. A proximidade do fim do jogo só fez crescer a afobação gremista e a soberania argentina com a bola nos pés.

 

Aos 23 minutos, Riquelme, o craque da competição, recebeu a bola no bico direita da área e fez um lindo gol acertando o ângulo de Saja.

 

Mesmo ciente de não tinha mais chances de reverter o quadro, a torcida gremista não abandonou o estádio e continuou apoiando sua equipe, que emergiu, em um período dois anos, direto da Série B do Brasileirão para uma final da Taça Libertadores.

 

Aos 35 minutos, em um contra-ataque fulminante, Riquelme conseguiu fazer 2 x 0 e decretou o fim de uma invencibilidade no Estádio Olímpico que durava 26 jogos de Taça Libertadores.

 

Palermo ainda teve tempo de desperdiçar um pênalti sofrido por Riquelme antes de fazer a festa com seus companheiros no gramado do Olímpico Monumental.
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