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Futebol

Grêmio completa um mês sem técnico

Arquivo Geral

05/05/2009 0h00

Há um mês o Grêmio demitiu Celso Roth. A terceira derrota por 2 a 1 para o Inter e a impaciência da torcida com o treinador fizeram com que a direção o mandasse embora na noite de 5 de abril. Coube ao assessor de futebol André Krieger comunicar a decisão aos jogadores, que chegavam horas depois da eliminação no Campeonato Gaúcho para se concentrarem na partida contra o Aurora, pela Libertadores. O diretor de futebol Luis Onofre Meira teve a incumbência de falar com Roth.


Nesse momento a direção realizava uma manobra arriscada. Não havia uma carta na manga, apenas a decisão de que apesar dos resultados em campo, o ambiente com Roth tornara-se insustentpavel. Não existia contato encaminhado com algum profissional. Para a partida de terça-feira, Marcelo Rospide assumiu interinamente a equipe. Treinou, vence e segue no cargo. Sob seu comando, o Tricolor entrou em campo três vezes e saiu vitorioso em todas, culminando com a melhor campanha da primeira fase do torneio continental.


É um fato raro na história do futebol. Um mês depois, o Grêmio segue sem técnico, mas Celso Roth possui novo emprego. Na segunda-feira, ele ocupou a vaga deixada por Emerson Leão, no Atlético-MG. No Olímpico, ainda não há nada de concreto.


“Futebol é risco. Quem quer ser dirigente do Grêmio está sujeito a riscos. O Marcelo Rospide está fazendo um trabalho excelente, mas o Grêmio trabalha com uma situação de outro técnico com mais bagagem que o Marcelo e está muito bem encaminhado”, chegou a explicar o presidente Duda Kroeff.


No início dos contatos, os dirigentes receberam alguns “não” como respostas de técnicos empregados. Um desempregado era o favorito da torcida, Renato Gaúcho. Ídolo do clube, sua chegada saciaria a vontade dos gremistas. Porém, os homens do futebol não levaram fé no treinador vice-campeão da Libertadores passada.


A direção não confirma nos microfones, mas possui um acordo com Paulo Autuori, atualmente no Al-Rayyan, do Catar. Sua liberação do futebol árabe deve ocorrer em 20 de maio, quando ele desembarcará em Porto Alegre para dirigir a equipe gaúcha. O que fará o Tricolor ficar quase dois meses sem um comandante fixo para o time.


“Tivemos a possibilidade de uma retomada da parte física para o Campeonato Brasileiro. Independente da minha permanência ou não, se pensou em grupo, em trabalho. Penso no jogo a jogo”, declarou Rospide em uma situação constrangedora, pois apesar do desempenho terá vida curta na função. Pata ele, seguir fazendo parte do “bolo”, no momento, está de bom tamanho.


A favor do Grêmio está o currículo de Autuori. Não são apenas as duas conquistas da Libertadores com Cruzeiro e São Paulo. É um pouco mais. Talvez os dirigentes gaúchos não tenham se dado conta, mas há um fator supersticioso. Ambas as conquistados do treinador ocorreram com ele substituído alguém. Em Minas, Autuori assumiu no lugar de Oscar Bernardi. No São Paulo, ocupou a vaga deixada por Leão.


Se Autuopri for mesmo o nome, Marcelo Rospide terá que ultrapassar obstáculos importantes e entregar o time nas quartas de final da Libertadores. A parte de Rospide na resposta para esse desafio começa a ser dada na quarta-feira, quando o Tricolor enfrenta o San Martín, na partida de ida das oitavas de final, no Peru. A parte de Autuori ou a do novo treinador é inda é um ponto de interrogação.

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