Nos corredores internos do Mané Garrincha, alguns metros de fios de internet aguardavam o momento da instalação. Do lado de fora, britas e asfalto já cobrem a terra vermelha do “entorno” do estádio. Isso porque o relógio regressivo para a Copa do Mundo acusa um intervalo de 30 dias para o início do tão esperado evento histórico no País, dia 12 de junho, em São Paulo.
Em comemoração ao sucesso das obras, o governador Agnelo Queiroz reuniu personalidades do governo para destacar os números de tudo o que aconteceu no estádio desde a sua reinauguração, em 18 de maio do ano passado.
“Depois da Copa do Mundo, Brasília será outra cidade. O aeroporto, por exemplo, é o mais moderno do país, fora os investimentos de mobilidade urbana, que são um dos maiores também. Foram mais de R$ 4 bilhões investidos e já estamos com dinheiro no bolso”, enfatiza a autoridade.
Agnelo destacou ainda que a cinco dias de completar um ano de existência, o Mané Garrincha acumula números positivos. De acordo com a contabilidade do governo, nos 40 eventos realizados (29 partidas de futebol, quatro shows e sete institucionais – episódios de menor porte não foram contabilizados), mais de 777 mil pessoas passaram pelo lugar. Outro dado apontado foram os dois mil empregos diretos e indiretos gerados a cada evento que inserem cerca de R$ 12 milhões à economia da capital federal.
Sucesso de público
É do Mané Garrincha a marca de maior público do Campeonato Brasileiro de Futebol do ano passado – 63.501 pessoas na partida entre Santos e Flamengo, em 26 de maio. A arrecadação o jogo atingiu a marca de R$ 6,9 milhões.
Tomando como base os números, o governador Agnelo salienta o crescimento da parte de restaurantes e hotelaria. “Estamos com a menor taxa de desemprego e desigualdade. Concluo que estamos preparados para receber o Mundial”, ostenta.
Valcke muda o tom e elogia Brasil
A um mês do início da Copa do Mundo, que será aberta em 12 de junho com o duelo Brasil x Croácia, no Itaquerão, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que os torcedores podem esperar um “grande torneio”. Em entrevista ao site oficial da entidade, o dirigente ressaltou ontem a grande quantidade de ingressos vendidos, admitiu que ainda é preciso terminar o entorno dos estádios para a disputa da competição e deu alertas sobre a segurança no País, mas em um tom bem mais ameno do que o adotado na última sexta-feira, quando alertou os torcedores ao dizer que “não apareçam (no Brasil) achando que é a Alemanha”.
“A segurança é um problema em todas as partes do mundo. Também depende da maneira como você se comporta. Curta o Brasil do jeito que o Brasil é. Se, em alguma cidade, disserem que você não deve andar por certos lugares, é o que você deveria fazer. Existem áreas e partes da cidade às quais você não irá. Não é só no Brasil, em todo o mundo é assim”, disse. “Os torcedores podem esperar um grande torneio. É nisso que estamos trabalhando. Eles podem esperar encontrar um país incrível”, acrescentou.