Quando a final do Catarinense já estava 6 a 1 para o Avaí, o atacante Lima fez bonita jogada individual, em uma arrancada desde o meio de campo, e foi derrubado na área pelo zagueiro Anderson Lima. Quando pegou a bola para bater a penalidade máxima, ouviu das arquibancadas um pedido. Que deixasse o goleiro Eduardo Martini bater o pênalti. Atendendo à torcida, o técnico Silas fez o pedido virar ordem, e o camisa 1 se dirigiu à marca da cal.
No entanto, Martini pegou mal na bola, que saiu por cima do gol. Para o goleiro, que nem queria bater, a perda do pênalti não foi tão importante assim, uma vez que o Avaí ficou com o título. “Na verdade eu não queria cobrar, mas eu acho que está tudo na boa, o título é nosso”, disse o arqueiro do Leão.
O camisa 1, que surgiu no Grêmio, chegou ao Avaí em 2006 após uma passagem pelo Juventude. Mesmo que não tenha o mesmo talento de Rogério Ceni, Bruno, Higuita ou Chilavert nas cobranças de faltas e pênaltis, Martini já fez um gol em sua carreira.
Em 2008, jogando contra o Paraná, pela Série B do Brasileirão, o camisa 1 repôs a bola em um forte para o alto, e a bola pingou perto da área paranista antes de encobrir o goleiro adversário.
Mesmo em finais, quando o jogo já está com uma vantagem muito elástica no placar, é “comum” um goleiro ser chamado para bater pênaltis. Em 2008, Clemer deixou sua marca na decisão do Campeonato Gaúcho, na goleada por 8 a 1 sobre o Juventude.