Petronilo Oliveira e Clara Carvalho
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Nem mesmo os 739 pagantes, as boas atuações de Iranildo e Esquerdinha e nem com o fato de ter saído na frente no placar fizeram com que o Luziânia conquistasse o primeiro título de sua história. Em um jogo movimentado, o time goiano abriu o marcador logo no início da partida, mas o Brazlândia virou com dois gols do centroavante Gustavo, e sagrou-se campeão da Segunda Divisão do DF. Mesmo com o revés, o Luziânia conquistou o retorno à elite do futebol candango.
Desde o início ficou evidente os esquemas planejados pelas duas equipes. Enquanto o Luziânia partia para cima, contando com a habilidade dos experientes Iranildo e Esquerdinha, que fizeram várias tabelas, o Brazlândia apostava no contra-ataque e na parte física.
Porém, o título esteve próximo de parar nas mãos do Luziânia. Bolas na trave e um gol perdido por Iranildo aos 15 minutos do segundo tempo. O experiente meia recebeu belo lançamento do bom e veloz jogador, Alan. Dominou com categoria, mas bateu mal e o goleiro Márcio fez uma bela defesa.
Logo depois do Brazlândia ter virado o jogo, o técnico do Luziânia, Evilásio de Almeida, optou por tirar Iranildo, que não o cumprimentou e foi direto para o vestiário tomar banho. Em seguida, o camisa 10 foi para a escada próxima ao vestiário assistir aos minutos finais e falou: “Eu estava inteiro. Pronto para jogar. Saí por uma opção do Evilásio. Não concordei, mas não quero mais saber de polêmicas. Apenas acho que estava fazendo um bom jogo”, lamentou o Chuchu. Morador de Luziânia, Evilásio de Almeida ouviu vaias e gritos de burro pela alteração promovida pelo treinador.
Iranildo lamentou a perda do título, mas cumpriu o prometido à diretoria. “Jogador não fica marcado por vitórias apenas. E, sim, por títulos. Mas avisei que o Luziânia iria subir”.
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