Apesar da insatisfação pública do técnico Paulo César Gusmão, o goleiro Gléguer não será punido pela diretoria do Náutico. Na última sexta-feira, ao saber que não seria titular no empate em 4 x 4 com o Paraná, nos Aflitos, o ex-camisa um viajou sem autorização da comissão técnica para São Paulo. Para o presidente alvirrubro, Ricardo Valois, o caso está encerrado.
“Não existe esta história de que Gléguer está deixando os Aflitos. Paulo César Gusmão o tirou do time e da relação que enfrentaria o Paraná por um ato de indisciplina. Ele se desculpou, pediu à diretoria para viajar para São Paulo e foi atendido”, definiu.
Gusmão ficou sabendo apenas no treinamento que Gléguer viajou sem autorização e queria uma punição. O treinador atravessa uma má fase dentro dos Aflitos e parte da torcida pediu em coro a sua saída após a partidas. Na coletiva, o treinador minimizou os problemas.
“Não ligo para as coisas que vêm da torcida. Nem escuto direito. Além disso, são poucos os torcedores que não apóiam o time”, assegurou Gusmão, que considerou o resultado positivo. “União de grupo não se mostra quando o time está ganhando. Mostra como aconteceu domingo. O time estava perdendo e foi buscar o empate”, completou.
Ciente de que a diretoria iria dar respaldo a Gléguer, Gusmão garante que o clima não ficará abalado dentro do Timbu devido ao incidente. “Não tive qualquer briga com ele, que é importante para o grupo”, avaliou.
No primeiro treino após o empate com o Paraná, o treinador já deu indícios do time que levará a campo no duelo frente o Botafogo, domingo, no Maracanã. A novidade é o meia Marcelinho, que deve substituir o uruguaio Acosta. “Em um campeonato de pontos corridos como este, temos sempre que jogar buscando a vitória. Vamos tentar surpreender o Botafogo fora de casa e conseguir um resultado positivo”, destacou o jogador.