Dez dias depois de marcar um gol e dar duas assistências para ajudar o Mogi Mirim a se safar do rebaixamento no Campeonato Paulista, o meia Giovanni ainda não sabe se a vitória por 5 a 2 sobre o Noroeste foi a última partida de sua carreira. Depois de voltar ao futebol para ajudar o Sapão, o jogador admite a aposentadoria, mas ainda depende de propostas.
“O tempo agora é de pensar, de parar um pouco, relaxar e descansar. Mas é o que eu sempre disse para as pessoas: se aparecer um clube que me agrade, tenha uma boa estrutura e que a cidade também seja boa para minha esposa e para os meus filhos, eu vou pensar com carinho. Senão, vou encerrar aqui mesmo”, disse o jogador.
Apesar de todo o sofrimento durante o Estadual, Giovanni garante que foi muito feliz com a camisa do Sapão. O ex-jogador do Santos e do Barcelona atuou em meio a um fraco elenco, que passou a maior parte do Paulistão na zona de rebaixamento, o que não o incomodou. Seu sentimento é de missão cumprida.
“Nunca estive tão feliz na minha vida como estou aqui no Mogi Mirim”, disse, confiante no trabalho do amigo e presidente Rivaldo: “logo no início, o objetivo era permanecer na Série A-1. Essa pequena semente que a gente lançou, a gente sabe que é o início de um trabalho, lá na frente a gente vai ver os frutos”.
“Nos outros clubes onde eu passei, eu jogava pelo status e pelo dinheiro e aqui no Mogi foi totalmente diferente. Eu vim por amizade, vim por prazer. Então, isso aí não tem dinheiro que pague”, disse o jogador, sobre o momento marcante em sua extensa carreira.A outra experiência que merece ser lembrada, de acordo com Giovanni, foi o reencontro com o Santos, na derrota do Sapão por 3 a 0, no Pacaembu.
“Sempre é especial. Quando você faz parte da história de um clube e você tem o reconhecimento pelos torcedores é gratificante. Eles me respeitam não só como jogador, mas como pessoa também, e isso aí não tem preço. Foi uma experiência muito boa e a realização de um sonho, que eu sempre tive vontade de participar de mais um Paulista”, contou.