O lateral-esquerdo e armador Gilberto, enfim, tomou sua decisão se fica no Cruzeiro ou vai para outro clube. No entanto, ele ainda vai comunicar ao presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella. O atleta afirmou que somente após conversar com o dirigente celeste vai revelar se fica em Belo Horizonte ou vai para o Rio de Janeiro. Até o momento, o jogador está escalado para o jogo deste domingo, contra o Palmeiras, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
“Não conversei com o presidente, pois ele não está em Belo Horizonte e, sim, em São Paulo. Vou esperar ele para conversamos. Mas a minha decisão já está feita. Se ele voltar amanhã ou depois de amanhã, vamos conversar”, declarou.
No início da semana, Gilberto pediu alguns dias para pensar se continuaria na equipe celeste ou aceitaria a proposta do Botafogo. No entanto, Zezé Perrella disse que o time interessado em tirar o jogador da Toca da Raposa, deveria pagar R$ 5 milhões pela multa rescisória. Questionado se teme as vaias da torcida, caso não tenha uma boa atuação na partida deste domingo, diante do Palmeiras, o armador foi curto e grosso.
“A torcida pode vaiar o tanto que ela quiser”, afirmou. Durante a semana que antecedeu o segundo clássico da final do Campeonato Mineiro, contra o Atlético-MG, Gilberto foi escolhido para conceder entrevista aos jornalistas, mas se negou a falar. Perguntado se estaria magoado com a imprensa mineira, o jogador disse apenas que tem todo o direito de aceitar ou não falar com a mídia.
“Assim como muitas vezes vocês escolhem os jogadores para darem entrevistas, e muitos jogadores ficam dois ou três meses sem falar, eu também posso escolher não falar. Simples assim. Quanto tempo o Rafael, goleiro reserva do Fábio, não dá entrevistas? Ele também tem o direito de não querer falar. Cada um tem livre arbítrio de escolher, de poder dar as entrevistas ou não. O respeito que tenho por vocês é o mesmo, mas tem horas que eu estou determinado a falar, ou não”, concluiu.