Menu
Futebol

Gaúchos comemoram chance de decidir em casa

Arquivo Geral

07/06/2007 0h00

O Grêmio chegou à final da Libertadores sem ganhar sequer uma partida fora de casa na fase de mata-mata. Nas oitavas e nas quartas-de-final, decidiu a vaga no Olímpico e acabou revertendo os resultados negativos obtidos no jogo de ida. Contra o Santos, na semi, a situação foi inversa: os gaúchos venceram por 2 x 0 em Porto Alegre e, após perderem por 3 x 1 na Vila Belmiro, garantiram a classificação graças ao gol no campo do rival.

Para a final, a tabela agenda a partida decisiva para Porto Alegre. E a opinião no Tricolor é que o melhor é mesmo decidir em casa. “É importante ter a torcida incentivando. Falam que torcida fica só na arquibancada, mas quando se entra no Olímpico é possível perceber que a força dos torcedores do Grêmio faz diferença”, afirma o lateral-esquerdo Lúcio.

O zagueiro William concorda, mas diz que a vantagem é relativa. “Temos uma pequena vantagem de decidir em casa pelo clima de decisão criado quando você está no seu estádio, mas ela pode se tornar nula se você permitir que o adversário abra grande vantagem no primeiro jogo”, observa, antes de lembrar que, nesta fase, não há mais o critério de gol fora.

“Essa mudança influencia porque você pode sofrer o gol em casa com menos pressão”, comenta William. “Em compensação, complica mais quando você está jogando na casa do adversário porque o time mandante fica mais tranqüilo para atacar, sem o receio de sofrer o gol. Isso deixa o visitante mais pressionado ainda”, analisa.

Lúcio admite até que o ideal é ter uma postura mais defensiva na primeira partida. “Quando o jogo é fora de casa e não tem esse critério de desempate, tem que jogar a responsabilidade para o lado do adversário, independente de fazer gol ou não. Só tem que tomar muito cuidado para não sofrer o gol”, diz.

Confiante, William ainda minimizou o fato de o time não ter vencido nenhum jogo na casa do rival na fase de mata-mata. “Contra o Santos foi uma situação diferente porque vínhamos de grande vantagem do primeiro jogo. Contra o São Paulo e contra o Cerro Porteño, fizemos uma boa partida porque era um campo grande e um gramado bom”, lembra, citando a vitória por 1 x 0 sobre os paraguaios e a derrota pelo mesmo placar diante dos paulista.

“Contra o Tolima, na primeira fase, acho que uma derrota por 1 x 0 é até normal, ainda mais que era um campo apertado, assim como era o campo do Defensor, que foi quando tivemos mais dificuldades (derrota por 2 x 0). E o Cúcuta, que nos venceu por 3 x 1, não perdeu de ninguém em casa, é um time que mostrou sua força contra todos que foram lá”, finaliza.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado