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Futebol

Funcionário público fabrica camisetas retrôs de equipes de futebol da capital federal

Arquivo Geral

17/05/2015 6h00

Atualmente, comprar camisas de times candangos não é tarefa das mais complicadas. O Gama, por exemplo, possui loja própria no Gama Shopping, enquanto o Brasiliense comercializa os materiais por meio de seu site oficial.

A situação muda um pouco de figura quando se pensa em times do passado. Foi pensando nisso que o funcionário público Clébio Junior, que acompanha o futebol local há quase duas décadas, resolveu criar o selo Manto Candango, especializada em camisas com referências aos times de Brasília.

A ideia ainda engatinha. A empresa, por exemplo, não produz camisas em larga escala. Desta forma, foram feitos apenas protótipos, na quantidade mínima exigida pelas malharias. As primeiras contempladas foram as equipes do Gama e do Brasília.

“Já conversei com os gerentes das equipes para que eles avaliassem o material. Fizemos um número um pouco maior, até para captar recursos e formalizar a empresa”, conta Clébio.

Materiais rendem elogios

Um dos sócios do Brasília, Roberto Marques já viu a camisa alusiva ao time de 1979 e gostou do que foi apresentado. “A ideia é muito válida. Vamos passar todas essas informações à nossa equipe de marketing e, paulatinamente, ver o que podemos fazer”, sentencia.

O presidente do Gama, Antônio Alves do Nascimento Neto, o Tonhão, é um pouco mais cauteloso. “As camisas são uma boa ideia para homenagear os jogadores do passado”, diz. Ele, no entanto, não garante a parceria para que as camisas possam ser colocadas à venda para o público.

Memória gamense intacta

“É uma forma de preservar o passado, o presente e o futuro do Gama.” Desta forma que Marcio Almeida, curador do portal Memorial Gamense, explica o acervo de camisas do Alviverde.

Por meio de um vídeo, é possível ver relíquias como uma vestimenta de 1976, quando a Sociedade Esportiva do Gama sequer levava o escudo no peito. A busca por novos itens para o acervo, mantido na casa do próprio Marcio até que um local se disponha a guardá-lo e expô-lo com segurança, já gerou um sem-número de histórias inesquecíveis.

“Certa vez, vi um carroceiro com uma camisa do Gama que eu nunca havia visto. Troquei a camisa que eu vestia na hora por essa do Gama e paguei R$ 80 por ela”, relembra.

Craques do passado

O site mantido por Marcio não se limita apenas a mostrar camisas antigas vestidas pelo Alviverde. 

Em uma das seções do portal Memorial Gamense, é possível encontrar detalhes sobre a carreira de vários personagens da história do clube.

O “Por Onde Anda Você?” contempla jogadores, técnicos e até jornalistas que cobriram não só os primeiros anos do Gama, mas também nomes mais recentes, como dos atletas que defenderam o clube na conquista da Série B de 1998.

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