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Futebol

Filosofia única e talentos precoces são apostas da base do Timão

Arquivo Geral

07/11/2007 0h00

Os aparecimentos de Willian, Dentinho e Lulinha dentre os profissionais do Corinthians em 2007 são vistos como indícios de que o clube pode revelar talentos. No entanto, a diretoria que assumiu o Timão após a entrada de Andrés Sanchez na presidência quer que as categorias de base alvinegra sigam a mesma filosofia. Pelo menos esta é a proposta do novo coordenador, Cilinho.

“A gente vai ter reuniões semanais com preparadores e treinadores. Temos que ter a felicidade de contratar profissionais capazes em todos os departamentos. Não é a ‘porrada’ e a hierarquia que vai funcionar, é o dialogo. Todos vão adotar uma linha de conduta da filosofia, como dar ao time equilíbrio emocional, sem jogador expulso ou demonstrando agressividade”, aponta o veterano treinador, defensor assumido do “futebol-arte”.

Cilinho, contudo, garante que a adoção de uma filosofia única não significa pressão no trabalho dos técnicos das categorias inferiores. “Nunca vamos interferi na escalação nem nesses encontros e muito menos no intervalo das partidas. Tenho que ter caráter e saber que o treinador contratado vai ser responsável. Quando as pessoas são escolhidas pelo treinador, os atritos são menores. E essas pessoas são capacitadas”.

Entretanto, apesar das mudanças que o novo diretor pretende impor, uma característica da base do Timão nos últimos anos pode ser mantida: o lançamento de jovens candidatos a craque no time profissional.

“Quanto mais cedo o jogador aparecer melhor. O que a gente lança não é a idade, é o talento. Se você tem um talento de 17 anos, não vai segurar para os 20 anos, porque de repente você perde o jogador. É o talento q você prepara e passa para ser lançado”, reforça Cilinho.

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