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Futebol

Filmes motivacionais são prática dos treinadores na preleção

Arquivo Geral

10/06/2014 10h29

O espetáculo que chega ao torcedor é feito dentro de campo e depende de técnica, tática, concentração e, é claro, motivação. Para deixar os jogadores determinados, muitos treinadores recorrem a filmes, às vezes sem relação com o futebol, mas geralmente ligados ao mundo do esporte.

A exibição, feita geralmente na preleção, é bastante difundida entre os treinadores. Segundo o folclórico Joel Santana, “todo mundo usa”. 

O enredo das películas pode fazer até jogadores comuns irem além das suas expectativas e contribuir para que os craques tenham o desempenho que se espera dele.

E qual filme pode dar à Seleção Brasileira a motivação que ela precisa? O Jornal de Brasília separou dez filmes que poderiam ser utilizados nas preleções de Luís Felipe Scolari. As produções holywoodianas ganham destaque, apesar de raramente retratarem o futebol. 

O técnico Renato Gaúcho, atualmente sem clube, garante que levar filmes para a palestra antes do jogo é uma prática que costuma dar bons frutos. 

O costume, segundo ele, ganhou popularidade nos últimos anos. “Na minha época de jogador, os treinadores costumavam contar histórias, mas pode ter certeza que os filmes funcionam. Eu costumo levar aqueles que mostram lições de vida e sofrimento dos personagens”, afirmou. 

Na última passagem pelo Grêmio, Renato exibiu o filme Homens de Honra, estrelado por Cuba Gooding Junior e Robert de Niro. Segundo Gaúcho, os filmes são bem aceitos pelos atletas. “Eles curtem  e até comentam no dia do jogo”, afirmou. 

Quem sabe Scolari muda de ideia

Para Ricardo Drubscky, técnico do Goiás, é um pouco diferente. Em vez de exibir um filme inteiro, ele prefere cenas mais motivacionais. “O filme inteiro todo mundo já assistiu. Eu gosto dos trechos para provocar nos jogadores uma overdose de emoções, porque você consegue atingir o clímax mais rápido”, explicou.
 
Drubscky trabalhou com Felipão durante um ano e meio, na época em que o técnico da seleção esteve no Cruzeiro. Por esse motivo, ele sabe, o treinador não é adepto dos filmes durante a preleção. “Ele prefere chamar pessoas para falar, porque é emoção pura”, contou. 
 
Mesmo assim, Drubscky acredita que a sessão de cinema pode ter sua utilidade nesse momento importante em que vive a seleção brasileira. 
 
“Em uma competição curta como uma Copa do Mundo, estimular a emoção intríseca, que vem de dentro, é muito importante”, explicou.
 
Estudioso

Drubscky afirma que é frequente o uso de elementos audiovisuais em suas preleções antes das partidas mais importantes.  “Tenho 1 milhão de videos no meu computador. É um alimento para a alma dos jogadores”, garante o técnico, que também é leitor assíduo de livros sobre psicologia e filosofia.
 
Motivação à parte, o técnico do Goiás acredita que outros aspectos podem dar uma contribuição maior para a vitória, como a escolha dos jogadores, por exemplo.  “Eu gosto de trabalhar com atletas que tem uma capacidade de concentração, coisa que poucas pessoas possuem”, afirmou.
 
 

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