Atolada em investigações por possíveis atividades ilegais, a Fifa não tem o apoio nem dos próprios parceiros em meio à crise. Após o Centro Nobel da Paz anunciar o fim das relações e encerrar o projeto “Aperto de mão pela paz”, a entidade máxima do futebol reclama da providência unilateral.
“Isto não encarna o espírito do Fair Play, especialmente porque obstrui a promoção dos valores fundamentais da construção da paz e do combate à discriminação”, alega a Fifa no dia seguinte ao que marcou o fim da cooperação do Centro Nobel da Paz.
A organização responsável pela distribuição do Prêmio Nobel anunciou a medida sem explicar os motivos, ainda que a Fifa esteja figurando páginas policiais nas últimas semanas. O principal fator seria o envolvimento em corrupção por parte de cartolas íntimos da entidade, mas o Centro Nobel da Paz prefere não citá-lo.
O acordo previa que, em cada partida com chancela da Fifa, os capitães de ambas as equipes se cumprimentassem com um aperto de mãos – gesto com intuito de simbolizar esforço pela paz. A entidade máxima do futebol ainda doava 1 milhão de dólares (cerca de R$ 3,5 mi) à organização.
O rompimento engrossa uma lista de ex-parceiros descontentes com a obscuridade no futebol. Na última semana a Interpol suspendeu suas relações com a Fifa, assim como o Vaticano encerrou projeto que mantinha com a Conmebol, entidade sul-americana.