Depois do fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, quando o time era comandado por Carlos Alberto Parreira, o técnico Luiz Felipe Scolari ganhou a preferência nacional para reassumir o comando do time. Campeão mundial em 2002 com o Brasil e quarto colocado no Mundial do ano passado com a seleção de Portugal, Felipão não nega que ainda pensa em reassumir o escrete canarinho, mas que sua prioridade ainda não é essa.
“A vontade vem e passa. Não descarto voltar a trabalhar numa equipe brasileira, até mesmo na seleção. Para mim não tem essa de querer parar por cima. Marcas são feitas para serem superadas”, afirmou Felipão, em entrevista ao jornal O Globo.
Ainda assim, o ex-treinador de Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro afirma que não tem interesse em uma possível saída de Dunga da seleção. Até aqui, o capitão do tetra vem fazendo um trabalho bastante elogiado por Felipão, que venceu por 2 x 0 o único confronto entre os dois treinadores, no amistoso realizado em Londres no dia 6 de fevereiro.
“O Klinsmann mostrou na Copa do Mundo que não é problema essa falta de cancha no banco. Ele e o Dunga têm carisma, conhecimento e vivenciaram o futebol mundial por muitos anos”, comparou o treinador, lembrando da terceira colocação conquistada pelos desacreditados alemães no último Mundial.
Scolari ainda comentou sobre o atual momento dos jogadores da seleção brasileira, destacando as atuações da dupla Ronaldo e Ronaldinho. Sobre o Fenômeno, que começa a retomar a boa fase no Milan, o treinador diz que seu ciclo com a camisa amarela ainda não acabou, “pois ele ainda é o melhor centroavante brasileiro”. Já Ronaldinho, ausente no último amistoso, é um nome que “faz a diferença”. “É sempre melhor enfrentar o Brasil sem Ronaldinho”, garante.
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