A fim de evitar episódios desagradáveis ao longo da fase final do Paulistão, a Federação Paulista de Futebol (FPF) decidiu implantar uma medida até então inédita na competição. A partir deste sábado, durante as semifinais do torneio, a entidade será responsável pelos gandulas dos jogos e, assim, definiu que as pessoas encarregadas pela reposição de bola durante as partidas serão 14 estudantes mulheres de Educação Física, e não jovens escolhidos pelo clube mandante, como é de costume.
A idéia da FPF é impedir acontecimentos como o desta quarta-feira, na partida entre São Bento e Palmeiras. Como o time sorocabano era o mandante do jogo realizado no Estádio Walter Ribeiro, também era encarregado de recrutar os gandulas para o jogo. Um dos escolhidos foi a campo com uma camisa do Corinthians e, durante parte dos 90 minutos, exibia o escudo do arqui-rival à torcida alviverde.
“Queremos um trabalho sério, e por isso as universitárias serão treinadas a partir de amanhã (sexta) por nós”, garantiu o Coronel Marcos Marinho, comandante da Comissão de Arbitragem da entidade máxima do futebol paulista. “Nossa intenção é de realizar um trabalho sério, em prol do esporte”, completou.
Além do incidente desta quarta, outro problema com gandulas aconteceu no clássico entre São Paulo e Corinthians,
Já na Série A-2, o episódio mais grave foi no clássico Come-Fogo, o dérbi de Ribeirão Preto entre Comercial e Botafogo. Na ocasião, o goleiro do Comercial foi agredido com uma barra de ferro por um gandula, recrutado pela equipe arqui-rival.