Depois da onda de violência que atingiu a Itália após a morte do torcedor Gabriele Sandri no domingo, a Federação Italiana de Futebol cogita agora suspender as disputas do Campeonato Italiano. Em entrevista a rádio estatal italiana Rai, o presidente da entidade Giancarlo Abete declarou que isso pode acontecer após o término das reuniões programadas em vários níveis institucionais.
“O dia está começando agora, haverá eventos importantes do ponto de vista institucional, discussões com os Ministérios do Interior e do Esporte e com a opinião pública para dar conta da sensibilidade que se desenvolve no país. Mas, dizer hoje quais serão as decisões que serão tomadas me parece muito precipitado”, completou.
“Além das decisões tomadas, quaisquer que sejam, permanece um problema: o acontecimento de ontem constitui-se uma tentativa por parte de grupos organizados de modificar a relação de forças com as instituições e forças de ordem. E isto prescinde daquelas que serão as decisões de curto prazo tomadas pelo mundo do futebol. Questionemo-nos, como cidadãos, por que um bairro inteiro de Roma foi tomado por tumultos”, adicionou.
Em relação aos fatos acontecidos no estádio de Bergamo, local onde o Atalanta enfrentaria o Milan, se a torcida não tivesse provocado a interrupção do encontro logo aos sete minutos, Abete disse que “houve torcedores organizados de forma tão forte a impedir que ocorresse uma partida, certamente não mais sensíveis do que os torcedores de Firenze, Siena, Reggio Calabria e 41 cidades nas quais houveram jogos”.
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“Além das decisões tomadas, quaisquer que sejam, permanece um problema: o acontecimento de ontem constitui-se uma tentativa por parte de grupos organizados de modificar a relação de forças com as instituições e forças de ordem. E isto prescinde daquelas que serão as decisões de curto prazo tomadas pelo mundo do futebol. Questionemo-nos, como cidadãos, por que um bairro inteiro de Roma foi tomado por tumultos”, adicionou.
Em relação aos fatos acontecidos no estádio de Bergamo, local onde o Atalanta enfrentaria o Milan, se a torcida não tivesse provocado a interrupção do encontro logo aos sete minutos, Abete disse que “houve torcedores organizados de forma tão forte a impedir que ocorresse uma partida, certamente não mais sensíveis do que os torcedores de Firenze, Siena, Reggio Calabria e 41 cidades nas quais houveram jogos”.
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