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Futebol

Falcão fala em momento histórico e diz: "Foi muito bom"

Arquivo Geral

17/04/2011 12h28

Por muitos anos aquele caminho foi feito com total desinibição. Falcão saia do vestiário do Beira-Rio e pisava, sempre, com a perna direita no gramado. No sábado foi difrente, ele dobrou a direita, cerca por microfones e câmeras, para sentar-se no banco de reservas, seu novo habitat. Os tempos de meio-campista acabaram. Os dias, hoje, são os de treinador.

 

A elegância é mantida. Em sua volta ao clube, o treinador trajou casaco, camisa xadrez vermelha e branca calça jeans escura e um sapato com as cores coloradas.

 

“Foi um momento histórico, foi muito bom. O mais importante era ganhar. Tinha que ganhar para passar de fase. O mais importante foi fazer algumas coisas que treinamos”, analisou Falcão, evitando falar muito de seu sentimento, após a vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz.

 

Se a vestimenta era outra, as sensações também foram diferentes da sentida na época de jogar, no momento da estreia em 197, há 38 anos. “Ali (em 73) eu não senti nada. Quando comecei jogando era outra situação. Não tinha que ter resposta pronta para os problemas. Agora, tenho que me preocupar com os meus 11 jogadores e os 11 do adversário. É outra entrega. Depende do que acontece em campo. Não tem como comparar”, explicou.

 

Uma semana de trabalho serviu para algumas modificações serem efetuados. O rendimento foi satisfatório, mas todos ainda querem mais no Beira-Rio. A intenção é montar um Inter agressivo com e sem a bola.

 

“Quero um time que tenha condições, que se movimenta, que se possa, no movimento dos 11 jogadores, ver o espetáculo, o movimento. Não gosto de firula, gosto da joga verticalizada, de toque de bola. Quero um futebol com marcação, com pressão e jogadas em dois, três toques”, disse.

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