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Futebol

Ex-jogador da seleção paraguaia afirma: "Brasil segue forte sem Neymar"

Arquivo Geral

26/06/2015 16h32

O volante Diego Gavilán, que serviu à seleção paraguaia entre 1999 e 2008, e inclusive passou pelo futebol brasileiro na última década, admitiu que o Brasil segue como grande força do futebol sul-americano mesmo sem seu principal jogador. Ao analisar a partida que fecha os confrontos de quartas de final da Copa América, o jogador, que atualmente disputa a Série B no Paraguai, comentou os pontos fortes de cada equipe e pregou respeito à Seleção.

Ao contrário do que grande parte da crítica defende – que a Seleção sem Neymar perde em qualidade -, Gavilán não ignorou a qualidade do atacante, mas acredita que sem o jogador do Barcelona, os jogadores se viram obrigados a assumir uma postura mais coletiva. De acordo com o jogador, a suspensão do camisa 10 na Copa América foi benéfica para o grupo.

“Depois da saída do Neymar, o Brasil passou a atuar de forma mais coletiva, buscando explorar as potencialidades de cada atleta. Isso, em um momento tão importante da competição, é fundamental. Perder um craque como ele sempre faz a diferença, em qualquer elenco, mas a Copa América tem apresentado um equilíbrio muito grande entre as seleções. O Brasil continua muito forte”, admitiu.

Destacando a intensidade do jogo, que acontecerá na cidade chilena de Concepción, Gavilán apontou o jogo aéreo como qualidade paraguaia, e a individualidade, como a brasileira. “Os brasileiros contam com individualidades importantes que podem fazer a diferença. Já o Paraguai pode tirar proveito do seu estilo de jogo, que é mais físico, de muita intensidade e contato. A seleção tem um jogo aéreo muito forte”, ponderou.

No sábado, as duas seleções medirão forças para definir o futuro na Copa América. O retrospecto recente é favorável ao Paraguai. Na última edição, em 2011, na mesma fase, os paraguaios eliminaram o Brasil nos pênaltis, após os comandados de Mano Menezes errarem boa parte das cobranças e desperdiçarem a chance de avançar no torneio.

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