A movimentação em torno de quais serão as sedes escolhidas pela Fifa para organizar os Mundiais de 2018 e 2022 cresce a cada dia. Depois de o Japão confirmar oficialmente sua intenção de levar mais uma Copa para o país (sediou a de 2002 junto com a Coréia), foi a vez de os Estados Unidos revelarem o desejo de abrigar pela segunda vez a competição.
O presidente da Federação Norte-Americana de Futebol, Sunil Gulati, dará na próxima segunda-feira uma entrevista a fim de anunciar as intenções do país em ser o responsável pela organização de um dos eventos.
Um dos argumentos que será utilizado pelos norte-americanos junto à Fifa é o fato de a Copa de 1994, vencida pelo Brasil, ter registrado recorde de público em quase todos os estádios utilizados durante o evento.
A possibilidade de os Estados Unidos vencerem a batalha diante de outros fortes candidatos, como Espanha e Portugal ou Holanda e Bélgica, que pretendem sediar a Copa de forma conjunta, ganhou mais força nesta sexta-feira.
Em entrevista coletiva concedida em Assunção, no Paraguai, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, avisou que não aceitará as candidaturas conjuntas para os Mundiais de 2018 e 2002 caso algum país se prontifique a organizar a Copa do Mundo sozinho, como é o caso norte-americano.
“No momento que existir uma candidatura individual, rejeitaremos os projetos conjuntos. Quando as candidaturas forem apresentadas oficialmente, enviaremos os cadernos de encargos aos países”, comentou o suíço, que lembrou ainda que um projeto conjunto para a Copa de 2010 (Tunísia e Líbia) foi preterido quando a África do Sul entrou na disputa para sediar o próximo Mundial.
O prazo final para a apresentação das candidaturas expira no próximo dia 2 de fevereiro. Se quiserem sediar os Mundiais de 2018 ou 2022, as federações de Holanda, Bélgica, Portugal e Espanha precisarão se preparar para organizar a Copa sozinhos. Rússia, Inglaterra, Japão, Austrália, Catar e China também estão no páreo.