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Futebol

Estatuto do Desporto terá capítulo específico sobre futebol

Arquivo Geral

16/08/2007 0h00

Em uma reunião que contou com a presença de autoridades ligadas à CBF, ao Clube dos 13 e de representantes de outros segmentos do futebol, foi definida nesta quinta-feira a criação de um capítulo exclusivo para o futebol no Estatuto do Desporto, projeto de lei que é discutido há seis anos na Câmara Federal.

O encontro, em forma de mesa-redonda com o deputado federal e relator do projeto Sílvio Torres (PSDB-SP), defendeu a criação de mecanismos legais para impedir o êxodo em massa de jogadores para a Europa e a regulamentação das atividades dos agentes que os aliciam. Foi discutida também uma maneira de se fazer com que mais emissoras de televisão transmitam os eventos futebolísticos, além  de sugestões  de outros meios para se ampliar a receita dos clubes.

Ao final do encontro, cada participante se comprometeu a encaminhar até a próxima semana sugestões para aprimoramento e ampliação das leis já existentes para a modalidade, como a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor.

Agora, Torres e seu colega, Gilmar Machado (PT-MG), o outro relator do Estatuto do Desporto, analisarão as propostas da reunião e decidirão se as mesmas serão transformadas em emendas ao projeto de lei, que está na mesa da Câmara pronto para ser submetido ao plenário para votação.

Os pontos discutidos na reunião desta quinta-feira eram exatamente os que mais afligiam às pessoas envolvidas com o futebol. Quando da criação do Estatuto do Desporto, muitos “boleiros” atacaram o texto, chegando até a definí-lo como “monstro”, como fez João Zanforlim, advogado do Corinthians, há três anos.

Uma das questões que ficaram de fora da pauta foi a querela que envolve os árbitros e o sorteio para as partidas. Segundo José de Assis Aragão, ex-presidente da Associação Nacional da categoria, o atual método de escolha inibe a aparição de outros profissionais do apito

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