Se Brasília fosse um campo de futebol, o Eixo Monumental, ao menos em dias de jogos da Copa, seria a pequena área. Para marcar um gol (no caso dos moradores, se deslocar de um ponto a outro do Plano Piloto com sucesso) será necessário explorar caminhos alternativos. Ao invés de testar os flancos ou cruzamentos na área, o brasiliense precisará de paciência.
A via N1 terá o trecho entre a Funarte e o Palácio do Buriti bloqueados. A via paralela, N2, ficará interditada até o balão em frente à 5ª Delegacia de Polícia.
O grande problema relativo a essa intervenção, no entanto, é o Bolsão de Estacionamento em frente ao Colégio Militar de Brasília (CMB), na 904 Norte.
Ele é destinado apenas a idosos e portadores de mobilidade reduzida, mas a quantidade de carros não deve ser pequena. “Lembro que na Copa das Confederações a rua todinha ficou cheia de carros. Ainda bem que respeitaram a entrada das casas”, recorda-se Écio de Lima Barbosa, motorista de 52 anos e morador da 704 Norte.
Durante a competição, em junho de 2013, quando precisou ir à Feira da Torre de TV a trabalho, Écio optou por caminhar. “Para um hipertenso que toma sete remédios por dia, até que foi bom”, diverte-se.
De acordo com ele, manobrar o carro foi tarefa complicada durante a vitória do Brasil sobre o Japão, por 3 x 0, na estreia do evento-teste para o Mundial. “É um transtorno, mas a gente suporta. O pior é naquele miolo perto da delegacia.”
De acordo com o Detran-DF, como o perímetro delimitado não engloba a zona residencial – fica apenas paralelo –, não foi preparado sistema de credenciamento para moradores, a exemplo de outras cidades-sede, como Curitiba. Lá , 40 mil moradores a um raio de 2 km da Arena terão mobilidade reduzida ou cerceada.