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Futebol

Esse Fogo, nem bombeiro pode apagar

Arquivo Geral

05/03/2009 0h00

O Botafogo estreia na Copa do Brasil desta temporada com um time bem diferente em relação ao dos dois últimos anos, quando acabou eliminado nas semifinais por Figueirense (2007) e Corinthians (2008). Entretanto, a síndrome de “time do quase” adquirida pela equipe ainda incomoda.

Remanescente da trupe alvinegra de 2007, o zagueiro Juninho passou o último ano no São Paulo, mas retornou. De cara, ganhou a braçadeira de capitão e o status de ídolo. Satisfeito com o momento de sua equipe, o beque espera retribuir o torcedor com o título inédito. “Estamos preparados para mostrar que o Botafogo é competitivo e buscará títulos este ano. Tenho certeza de que faremos grande temporada”, garante o zagueiro.

No treino de ontem, no Estádio Mané Garrincha, seriedade era a palavra de ordem dos jogadores alvinegros. “Não tem essa de já ganhou. Precisamos respeitar o Dom Pedro, da mesma forma que respeitamos o Resende e conseguimos o título. Passei por times pequenos e sei que quando se enfrenta uma equipe de grande expressão a vontade de ganhar aumenta  muito”, admite o atacante Jean Carioca. Ele ganhou a oportunidade de atuar ao lado do atacante Reinaldo no confronto de hoje. “Acho que ganhei a vaga de titular depois da partida que fiz contra o Resende”, acredita.

A vontade de voltar à seleção brasileira e mostrar o futebol que o consagrou durante os anos em que atuou pelo Flamengo fizeram o atacante Reinaldo acreditar no projeto do Botafogo para 2009.  Mas, o jogador não está satisfeito apenas com o título do primeiro turno do Campeonato Carioca e quer mais. “Para ficar feliz profissionalmente, preciso ganhar Copa do Brasil  e uma Taça Libertadores”, assume o camisa 7. Para chegar à competição sul-americana, o primeiro passo precisa ser dado hoje, com vitória diante do Dom Pedro.

Sempre estudioso sobre os adversários, o técnico Ney Franco enviou a Brasília o auxiliar Éder Bastos para acompanhar o empate por 1 x 1 entre Dom Pedro e Gama, domingo, no Bezerrão. Talvez, sabendo da fragilidade do Dom Pedro, o treinador decidiu escalar uma equipe mais ofensiva contra o Dom Pedro. “O Éder me passou as informações, tirou fotos e nos conseguiu o vídeo da partida. Com essas observações resolvemos colocar em campo uma equipe com mais poder de fogo”, explicou o técnico.

Com as modificações, o zagueiro Welligton e o meia Lucas Silva foram substituídos pelo volante Léo Silva e pelo meia-atacante Jean Carioca. 

Sobre o adversário, o treinador não esconde a preocupação com o poder de ataque do time dos bombeiros. “O Renaldo é um jogador experiente que precisa ser muito bem marcado pelos nossos zagueiros. O Índio também é um jogador veloz. Disse para a equipe que precisamos estar preparados para não sermos surpreendidos por essa dupla que sabe o que faz “, alerta o comandante Ney Franco.

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