Após a vitória de 5 a 0 contra o Social, no último domingo, o técnico Adilson Batista passou uma mensagem clara e direta aos jogadores do Cruzeiro: para conquistar os objetivos da temporada, que são os títulos mais importantes, como o da Libertadores, será preciso jogar de forma coletiva.
O treinador não expôs nenhum atleta especificamente, não citou nomes, mas quem acompanhou a partida pôde observar qual era o objeto das críticas. Em alguns momentos, os atacantes celestes buscavam marcar os gols sozinhos, quando o passe seria a melhor opção.
Thiago Ribeiro foi um dos jogadores que abusaram do individualismo na partida. Por isto, já está com o discurso que o comandante quer ouvir na ponta da língua. “O Adilson (Batista) é um treinador exigente e quer sempre o melhor para a equipe e o grupo. Ele passou para a gente jogar com o espírito coletivo porque quem ganha com isso é o grupo. Colocar sempre o coletivo em primeiro lugar”, reforça o atacante.
Faz sentido que os homens de frente do Cruzeiro queiram mostrar serviço. O grupo já contava com quatro jogadores de certo nome – Thiago Ribeiro, Wellington Paulista, Soares e Alessandro – e viu Kléber ser apresentado com pompa de craque na Toca da Raposa.
Em matéria de gols, Wellington Paulista é quem vence a disputa no ataque, já tendo marcado três vezes em quatro partidas. No entanto, o artilheiro do time não é, na teoria, um atacante. Mesmo sendo a estrela do time e sendo presença constante na área adversária, o volante Ramires ainda consegue ser um elemento surpresa, chegando quase sempre sem marcação e na hora certa. O camisa 8 já marcou quatro vezes em 2009.
Contudo, o maior ídolo da torcida celeste hoje garante que seu lugar é mesmo mais atrás. “É cada um na sua posição, eu sou volante e vou continuar trabalhando assim. Atacantes nós temos muitos e de muita qualidade. Na hora que aparecerem as oportunidades, vou fazer os gols para ajudar os companheiros”, desconversa Ramires.