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Futebol

Em silêncio, Cruzeiro inicia planejamento para 2008

Arquivo Geral

16/11/2007 0h00

Ainda faltam duas rodadas do Campeonato Brasileiro para o Cruzeiro tentar definir a sua classificação à Copa Libertadores, mas ao que parece, a diretoria celeste não quer esperar tanto tempo para definir os rumos a serem seguidos em 2008. Na noite da última quinta-feira, pela primeira vez em meses os dirigentes da Raposa admitiram que se inicia na próxima semana a série de reuniões para traçar o planejamento da próxima temporada.

Uma reunião na tarde da próxima segunda-feira está agendada, na Toca da Raposa, para confirmar alguns assuntos preliminares, como o período de férias dos jogadores. “Vamos reunir todos os segmentos do Departamento de Futebol para definirmos como será a nossa preparação para o ano que vem. Os jogadores entram de férias em 3 de dezembro e vamos fechar a data de reapresentação. É possível que a gente antecipe alguns exames para este ano a fim de ganharmos tempo na pré-temporada”, revelou o gerente de futebol, Valdir Barbosa.

Por enquanto, o assunto que interessa ao torcedor azul será mantido em segredo: a permanência e saída de alguns atletas para o próximo ano. Os cartolas admitem que o tema, se for levado à tona antes da hora, pode prejudicar o desempenho na reta final do Brasileirão. “O momento é de pensar na classificação para a Libertadores, não vamos desviar o foco até a última rodada do Brasileiro. As possíveis contratações e saídas de jogadores não serão o assunto da reunião de segunda”, completou.

Mesmo com a cautela, um tema parece ganhar ares de prioritário pelos lados do Barro Preto, a renovação com o técnico Dorival Júnior. Mesmo com uma eventual não-classificação para a Libertadores, o nome do treinador ganhou força entre os dirigentes. O próprio vice de futebol celeste, Zezé Perrella, admite que a intenção é seguir com Dorival no comando.

“Não podemos julgar um trabalho por seis meses. Sempre lembro que em 2002, quando o Vanderlei Luxemburgo chegou, o time não estava bem, mas bancamos a fase em 2002 para ser campeão em 2003. Não esperava uma campanha tão boa, quando o trabalho foi iniciado todo mundo dizia que o Cruzeiro ia brigar para não ser rebaixado”, desabafou Perrella.

Entre os dirigentes, porém, existe a esperança de que Dorival se torne um técnico acima da média no Brasil. Fica evidente entre eles que o trabalho poderia ser melhor conduzido, mas o próprio Perrella transparece a expectativa de que haja um amadurecimento do treinador. “A vida é um aprendizado constante e é claro que podemos sempre mudar nossos conceitos e convicções”, definiu.

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