Apresentado na tarde desta quinta-feira como o 12º reforço do Brasiliense para a Série C, o atacante Tuta concedeu entrevista coletiva onde detalhou o acerto com o heptacampeão candango e falou sobre a competição e como pretende corresponder às expectativas da torcida. O experiente jogador, de 36 anos, estava no Resende e começou, a partir de ontem, trabalho específico para recuperar a parte física e ter condições de jogo até o dia 16 de julho, data da estréia do Jacaré na competição. Leia o que o novo contratado do Brasiliense disse à imprensa do Distrito Federal:
O acerto com o Brasiliense
Este ano eu estava disputando Campeonato Carioca e infelizmente tive uma contusão um pouquinho mais grave no posterior da coxa. Mesmo assim, o dr. Luiz (Estevão, patrocinador do clube), acredita no meu potencial, me fez o convite e eu vim aqui para dar uma força. Até já trabalhei com alguns jogadores que estão aqui e isso também me motivou. Eu apareci pouco no começo do semestre, o que acaba deixando você um pouco desacreditado pelos outros clubes. O dr. Luiz me pediu para que eu o ajudasse e aceitei.
Namoro antigo
Não foi só na época em que eu estava no São Caetano (2008/2009) que negociamos uma vinda. Foi já lá atrás, em 2004, quando estava para encerrar meu vínculo com o Coritiba. O dr. Luiz me ligou na época e me perguntou se eu tinha interesse no projeto. Por detalhes, acabei não acertando. Depois ainda teve outra tentativa, só que não houve acerto. E agora, depois desse tempo todo, conseguimos concretizar essa vinda.
Contato com o novo clube
Foi bom, muito proveitoso. O preparador físico, o Alexandre (Sanz), eu já conheço por termos trabalhado dois anos juntos no Flamengo. Já joguei no mesmo time de alguns jogadores (Teco, no Grêmio, e Acosta, no Náutico) e eu achei o ambiente muito bacana. Acho que tem tudo para dar certo.
Tempo de recuperação
Acho que é um bom tempo. Às vezes você só tem 15 ou 20 dias para entrar em forma e, felizmente eu tenho um tempo maior para me recuperar bem e ter condições de estar à disposição no dia 16 do mês que vem.
O homem de referência na grande área
Pelo meu histórico, pelo o que fiz nos clubes por onde passei, acho que sempre correspondi à altura. Sempre procurei trabalhar, me dedicar e fazer os gols, que é o mais importante. Aqui não pode ser diferente. Infelizmente tive uma lesão no começo do ano e quase não joguei. Só fui jogar no final da Taça Guanabara, e ainda fiz gol. Foi meio complicado, mas sei que nos clubes que defendi, procurei ajudar neste aspecto.
Titularidade
Acho que é cedo para falar nisso. Eu conversei com o professor e ele é bem honesto em relação a quem deve jogar. A minha opinião é que joga quem está melhor, independente do que já fez no passado.
Série C
Já tive a oportunidade de disputar a Série C em 1995, no começo da carreira, pelo XV de Piracicaba. Na época, eram mais de 100 clubes. Hoje são 20 e pelo jeito, as coisas são mais fáceis. A Série C é mais complicada e acho que é mais difícil ainda que a Série B. É a competição mais difícil. Tranquilo é você jogar a Série A, onde o pessoal deixa você jogar e só pega campos bons. O importante são os jogos em casa, que é você tem que fazer a diferença. Não pode perder ponto e tem que ganhar principalmente os jogos em casa. Isso é fundamental e a gente tem que ter bastante cuidado. Eu espero fazer sucesso, apesar dos 36 anos, e quero ajudar o Brasiliense a subir para a Segunda Divisão.