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Futebol

Em cada um dos títulos mundiais, Brasil teve um "rei da resenha". Marcelo é o da vez

Arquivo Geral

30/05/2014 8h00

Na primeira entrevista coletiva concedida pelos jogadores da seleção brasileira na Granja Comary,  em Teresópolis-RJ, o goleiro Julio Cesar entregou que o lateral-esquerdo Marcelo e o atacante Fred são os responsáveis por levantar o astral da equipe.

A cada quatro anos, a responsabilidade de animar o grupo é centralizada na energia e nas brincadeiras de um ou mais jogadores. 

Ontem, Marcelo confirmou o perfil amistoso e disse que muito tem a ver com seu estilo de vida. “Está na minha cara. Estou podendo disputar uma Copa do Mundo no meu país. Essa é a minha alegria, de estar aqui. Estou sempre alegre”, confirmou o atleta do Real Madrid.

Em 2002, quando Cafu levantou a taça do pentacampeonato, o atacante Denílson e o volante Vampeta quebraram a sisudez de Luiz Felipe Scolari.  O atleta do Corinthians, inclusive, “fez história” ao descer a rampa do Palácio do Planalto dando cambalhotas, arrancando gargalhadas  até do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nos Estados Unidos, em 1994,  a missão ficou a cargo do zagueiro Ricardo Rocha. O ex-defensor de Vasco, São Paulo e Santos é famoso por suas piadas, perfil que mantém até hoje e diz ter herdado de sua mãe o jeito feliz de ser.  

Rei do verbo

Nenhum outro  jogador  cravou seu nome pelos gols e pelo gracejo como o  sorridente Dario, o Dadá Maravilha.

Campeão em 1970, coleciona pérolas como “não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática”, “Não existe gol feio, feio é não fazer gol” e “somente três coisas param no ar: o beija-flor, o helicóptero e eu”.    

Em 1958, o meia Moacir comandou a resenha na Suécia. Ele fingia ser Pelé para se dar bem com as garotas suecas. Em 1962, este “papel” foi roubado por Coutinho. 

Nem sempre o clima de galhofa na seleção brasileira termina com um final feliz. Ao contrário dos campeões mundiais, há casos em que se perde o tom da brincadeira.

Brincadeira tem hora. Pra eles, não

Em 2006, na cidade de Weggis, na Suíça, a descontração do grupo passou dos limites e ganhou ares de oba-oba.  Até uma misteriosa mulher conseguiu “invadir” a concentração e agarrar   Ronaldinho Gaúcho. Dentro de campo, o grupo decepcionou. 

Durante o pré-olímpico de 2003, a dupla Diego-Robinho comandava a roda de conversas. A cena em que Diego abaixa as calças de Robinho ficou marcada e foi apontada como a causa para a derrocada e a não classificação aos Jogos de Atenas, em 2004.


Ricardo Rocha

Depois de ver a seleção brasileira falhar na Copa do Mundo de 1990, o zagueiro reergueu-se quatro anos depois. Além do tetracampeonato mundial, o defensor deixou a sua marca pelo bom humor. Em uma de suas histórias, durante a preleção da final do Mundial em 1994, contra a Itália, o defensor disse que o grupo precisava lutar pela pátria, assim como o grupo de japoneses, os “kawasakis” (quis mencionar os pilotos kamikazes).  A reação do grupo foi rir do xerife e acertá-lo com objetos.Ricardo Rocha coleciona outras inúmeras histórias nos clubes em que passou. Casos que são lembrados em palestras e programas que participa.

Dadá Maravilha

Mesmo sem ter entrado em campo um minuto sequer na Copa de 1970, Dadá Maravilha rendeu boas risadas . Antes da final , revelou ao técnico Zagallo seu sonho: “vou marcar três gols na decisão”. Zagallo  então perguntou se haveria algum candidato a sair do time. Apenas Pelé se manifestou. Zagallo, claro, manteve o Rei no time.


Garrincha

O ex-craque levantava o astral da seleção brasileira com seus dribles, mas também era presa fácil de seus colegas. No Mundial de 1958, na Suécia, adquiriu um rádio e quase ficou sem o presente por ter acreditado que ele só “falava em sueco”. No fim, teve o rádio “poliglota” devolvido e voltou feliz ao Brasil.

 

 

 

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