Nenhum time no Brasil tem uma base tão definida quanto o Atlético-MG. Neste domingo, o técnico Zetti levará a campo a mesma escalação pela quarta vez seguida no Campeonato Brasileiro, no duelo frente o Figueirense, às 18h10, no Mineirão, pela sexta rodada da competição. Uma combinação de resultados pode levar o Alvinegro para a zona de classificação para a Libertadores.
Os efeitos desse entrosamento são visíveis. Com os 11 iniciais, o Galo voltou a cativar a massa e conseguiu uma importante vitória sobre o São Paulo,
O bom momento do Galo ofusca até o pífio rendimento dos atacantes titulares, até aqui sem nenhum gol no Brasileirão. Zetti, ainda invicto na competição, pede paciência e ainda procura concertar peças que não estão rendendo o esperado.
“Estou muito satisfeito com o que está acontecendo aqui no Atlético. A cada treino tiramos um proveito maior dos atletas, que estão assimilando o trabalho, a maneira como quero que eles se posicionam. O time já está mais solidário dentro de campo. Isto é bom. É importante ter uma harmonia no grupo para buscar os resultados”, completou o treinador.
Enquanto a diretoria preparara o Gigante da Pampulha para um grande público – até as gerais foram liberadas -, do outro lado estará um astuto Figueirense, quinto colocado na tabela com nove pontos, a um da Libertadores e um de vantagem sobre os mineiros. Os catarinenses atravessam o que a imprensa local chama de ‘momento mágico’ nas mãos de Mário Sérgio e toda cautela é pouca.
“O Figueirense tem feito grande jogos. É um time que se movimenta muito do meio para frente. Os jogadores não guardam posição fixa, por isso temos que ter um cuidado grande na marcação. Os alas também entram pelo meio-campo e embolam o setor”, destacou o meia Bilu, que defendeu o rival entre 2003 e 2005.
Seguindo a análise de Bilu, o Atlético sai na frente. Ruy, que apesar de lateral vinha sendo improvisado no meio-campo, está fora do duelo com dores musculares. A ausência preocupa o treinador, cuja única exigência foi evitar dar contra-ataques ao Galo e apertar o espaço em branco no campo.
“Temos um jogo fora de casa, em um campo grande, em que é difícil encaixar a marcação. Tivemos a lição do Maracanã, quando enfrentamos o Botafogo, e agora já temos uma idéia de como devemos nos comportar em situações assim. A gente não pode se atirar para cima deles e dar o contra-ataque, isso seria soberba da nossa parte. Precisamos ser humildes e jogar no erro deles, e nós não podemos errar”, assegurou Mário Sérgio, mantendo a postura de não revelar com antecedência o time titular.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG x FIGUEIRENSE
Local: Estádio do Mineirão,
Data: 17 de junho de 2007, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
ATLÉTICO-MG: Diego; Coelho, Lima, Marcos e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Marcinho e Danilinho; Éder Luís e Galvão
Técnico: Zetti
FIGUEIRENSE: Wilson; Édson, Felipe Santana e Chicão; Adriano Gabiru, Cleiton Xavier, Henrique, Vinícius (Diogo), André Santos e Jean Carlos; Victor Simões
Técnico: Mário Sérgio