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Futebol

Em 2004, Rogério Ceni sugeriu rescisão de contrato no Tricolor

Arquivo Geral

27/02/2007 0h00

Uma carreira recheada de glórias. Mas a passagem do goleiro Rogério Ceni pelo São Paulo também teve um momento difícil. No dia 26 de junho de 2004, o arqueiro falhou na derrota contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, e saiu do gramado do estádio do Pacaembu vaiado pela torcida do Tricolor.

“Fui vaiado somente uma vez e falei ao Juvenal Juvêncio (diretor de futebol na época e atual presidente) até para rescindir meu contrato. Foi o momento mais desagradável nesses mais de 700 jogos com a camisa do São Paulo”, classificou o arqueiro, em entrevista à Rádio Jovem Pan na noite desta segunda-feira.

Aos 34 anos, Rogério Ceni sabe da sua importância dentro do elenco são-paulino, como líder e exemplo. Afinal, a cada dia que passa, o goleiro bate um novo recorde. Na partida desta quarta-feira contra o Alianza Lima, o camisa um vira o atleta com mais jogos de Libertadores pelo São Paulo.

“Carrego uma responsabilidade, as pessoas colocam a expectativa de que você precisa fazer o melhor. A experiência ajuda a ganhar essa condição e a confiança de que as coisas vão acontecer. Eu entro mais consciente do que posso render e fazer. Mas também erro, falho. O que mais me machuca é a frustração das pessoas que acreditam tanto em mim”, disse.

Exceção no futebol, Rogério Ceni aposta que dificilmente um atleta vai igualar em qualquer equipe do Brasil seus 17 anos no São Paulo. “Hoje em dia, empresários formam atletas e pensam em negociações. Só algumas equipes grandes conseguem manter suas categorias de base”, lembrou o arqueiro, titular do Tricolor desde 1996.

Porém, Rogério Ceni reiterou a intenção de abandonar os gramados em 2010, quando termina o contrato com o São Paulo. “Espero completar 20 anos de clube e encerrar de forma digna, com qualidade. Não acredito que possa jogar até os 40 anos. Hoje, o futebol exige muito. Quero jogar bem e feliz. Quero parar, não gostaria que as pessoas me parassem”, afirmou o camisa um, que descartou qualquer chance de defender um rival no fim de vida profissional. “Não conseguiria encostar a cabeça no travesseiro se jogasse em equipes como estas (Corinthians, Palmeiras ou Santos)”, finalizou.

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