Santos corre o risco de deixar de ser a “capital do futebol feminino do Brasil”, conforme anuncia mostra do Memorial das Conquistas do Peixe. Animado com os títulos paulista e brasileiro, o clube deu atenção jamais vista no país à modalidade, porém a eliminação precoce na Copa do Brasil, diante do Botucatu, colocou em xeque o investimento.
No início de outubro, as Meninas da Vila perceberam a dimensão que alcançaram dentro do clube após suas conquistas. Conseguiram reunir toda cúpula diretiva do Santos, a mascote Baleinha, imprensa e até o goleiro Fábio Costa em homenagem recebida no Hotel Recanto dos Alvinegros. Desde então, conviveram com a promessa de mais apoio.
Apesar dos feitos, anteriormente cabia ao time feminino do Santos parte irrisória do orçamento do clube. A maior despesa fora mesmo com o alojamento da equipe. O técnico Kleiton Lima chegou a confessar que recebia apenas uma ajuda de custo da Prefeitura, assim como suas jogadoras, a quem costumava ajudar financeiramente. Também era obrigado a comandar treinos na praia pelo menos uma vez por semana.
De um mês para cá, a situação mudou bastante. “O futebol feminino teve um crescimento muito grande com a conquista da seleção no Pan e o segundo lugar na Copa do Mundo”, observou Lima. No Santos, o interesse se refletiu em obtenção de um patrocinador, a empresa Ingresso Fácil, reajustes salariais, novos uniformes e muito marketing.
As Meninas da Vila já contavam até com uma modelo. A zagueira Alline Calandrini, a Calan, posou para um ensaio sensual publicado no site oficial do Santos, com direito à making off, e passou a ser alvo de assédio. Ganhou até charge em site de torcedores do Peixe. Além de divulgar sua “musa”, a assessoria de imprensa do time feminino do Santos passou a abastecer a imprensa diariamente com releases da equipe.
Não foi apenas o Santos que abriu os olhos para o novo mercado. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desengavetou projeto de uma Copa do Brasil feminina. Era o teste definitivo para as Meninas da Vila. A competição para conquistar de vez os torcedores.
Mas as coisas não saíram como o esperado. Logo na primeira fase, eliminação diante do não menos favorito Botucatu. No jogo de volta na Vila Belmiro (estréia das jogadoras no estádio do Santos), uma prova da repercussão que as Meninas da Vila tiveram. É verdade que a entrada era franca, mas cerca de 3.153 pessoas prestigiaram a equipe, público maior até que os do time masculino em partidas contra Atlético-MG (2.784 pagantes) e América-RN (3.093), ambas pelo Campeonato Brasileiro.
Com a derrota por 2 x 1 e as atuações apagadas de Calan e suas companheiras, veio o temor de cair novamente no esquecimento. “O Santos estava dando uma atenção enorme para nós. As coisas melhoraram bastante após nossas conquistas. Espero que esse resultado, uma eliminação precoce em uma competição importante, não mude isso. As meninas merecem tudo o que já conquistaram”, comentou o técnico Kleiton Lima, sereno após o tropeço.
As Meninas da Vila ainda não estão de férias, porém já não se vê, ouve ou lê notícias sobre elas desde a eliminação. O Santos interrompeu o bombardeio de informações que espalhava. E, pelo menos um dos planos ambiciosos do clube para o time feminino, certamente será revisto.
O presidente Marcelo Teixeira planejava contratar a maior jogadora brasileira da história da modalidade para reforçar o Santos na Copa do Brasil. Marta seria a cartada final do marketing alvinegro. Porém, se ela viesse realmente apenas para a disputa da Copa do Brasil, voltaria à Europa com uma boa quantia para vestir a camisa dez que já foi de Pelé por apenas duas partidas.
“A Marta é uma grande jogadora, e nós a receberíamos de braços abertos no ano que vem”, não deixou de sonhar Lima. “O Santos está fazendo algo pioneiro para o esporte. Tomara mesmo que isso não acabe por causa de um insucesso”, voltou a pedir o treinador.
No início de outubro, as Meninas da Vila perceberam a dimensão que alcançaram dentro do clube após suas conquistas. Conseguiram reunir toda cúpula diretiva do Santos, a mascote Baleinha, imprensa e até o goleiro Fábio Costa em homenagem recebida no Hotel Recanto dos Alvinegros. Desde então, conviveram com a promessa de mais apoio.
Apesar dos feitos, anteriormente cabia ao time feminino do Santos parte irrisória do orçamento do clube. A maior despesa fora mesmo com o alojamento da equipe. O técnico Kleiton Lima chegou a confessar que recebia apenas uma ajuda de custo da Prefeitura, assim como suas jogadoras, a quem costumava ajudar financeiramente. Também era obrigado a comandar treinos na praia pelo menos uma vez por semana.
De um mês para cá, a situação mudou bastante. “O futebol feminino teve um crescimento muito grande com a conquista da seleção no Pan e o segundo lugar na Copa do Mundo”, observou Lima. No Santos, o interesse se refletiu em obtenção de um patrocinador, a empresa Ingresso Fácil, reajustes salariais, novos uniformes e muito marketing.
As Meninas da Vila já contavam até com uma modelo. A zagueira Alline Calandrini, a Calan, posou para um ensaio sensual publicado no site oficial do Santos, com direito à making off, e passou a ser alvo de assédio. Ganhou até charge em site de torcedores do Peixe. Além de divulgar sua “musa”, a assessoria de imprensa do time feminino do Santos passou a abastecer a imprensa diariamente com releases da equipe.
Não foi apenas o Santos que abriu os olhos para o novo mercado. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desengavetou projeto de uma Copa do Brasil feminina. Era o teste definitivo para as Meninas da Vila. A competição para conquistar de vez os torcedores.
Mas as coisas não saíram como o esperado. Logo na primeira fase, eliminação diante do não menos favorito Botucatu. No jogo de volta na Vila Belmiro (estréia das jogadoras no estádio do Santos), uma prova da repercussão que as Meninas da Vila tiveram. É verdade que a entrada era franca, mas cerca de 3.153 pessoas prestigiaram a equipe, público maior até que os do time masculino em partidas contra Atlético-MG (2.784 pagantes) e América-RN (3.093), ambas pelo Campeonato Brasileiro.
Com a derrota por 2 x 1 e as atuações apagadas de Calan e suas companheiras, veio o temor de cair novamente no esquecimento. “O Santos estava dando uma atenção enorme para nós. As coisas melhoraram bastante após nossas conquistas. Espero que esse resultado, uma eliminação precoce em uma competição importante, não mude isso. As meninas merecem tudo o que já conquistaram”, comentou o técnico Kleiton Lima, sereno após o tropeço.
As Meninas da Vila ainda não estão de férias, porém já não se vê, ouve ou lê notícias sobre elas desde a eliminação. O Santos interrompeu o bombardeio de informações que espalhava. E, pelo menos um dos planos ambiciosos do clube para o time feminino, certamente será revisto.
O presidente Marcelo Teixeira planejava contratar a maior jogadora brasileira da história da modalidade para reforçar o Santos na Copa do Brasil. Marta seria a cartada final do marketing alvinegro. Porém, se ela viesse realmente apenas para a disputa da Copa do Brasil, voltaria à Europa com uma boa quantia para vestir a camisa dez que já foi de Pelé por apenas duas partidas.
“A Marta é uma grande jogadora, e nós a receberíamos de braços abertos no ano que vem”, não deixou de sonhar Lima. “O Santos está fazendo algo pioneiro para o esporte. Tomara mesmo que isso não acabe por causa de um insucesso”, voltou a pedir o treinador.