
Após mais um dia de aula, o estudante Gabriel Teles, 14, fez o mesmo caminho da escola para sua casa em Taguatinga. Ao entrar na sua residência, porém, a rotina foi quebrada com a confirmação de uma notícia que ele não esperava: ser um dos 39 gandulas da Copa do Mundo nos jogos disputados em Brasília.
“Nem acredito nisso ainda. A gente se prepara, mas é difícil cair a ficha. Estou muito feliz por fazer parte disso”, comemora o jovem, que já estava sem esperança de acompanhar o Mundial dentro do estádio por não ter conseguido adquiri ingressos para qualquer um dos sete jogos na capital.
Desta forma, ele será o representante da família Teles no Mané Garrincha.
Escalado para atuar em três jogos – Colômbia x Costa do Marfim (em 19 de junho), Gana x Portugal (em 26 de junho), e em um dos confrontos das quartas de final (em 5 de julho) -, Gabriel ainda encontrou um motivo forte para lamentar.
“Queria mesmo estar com a seleção brasileira, mas não tem problema. O bom é que vou ver de perto o Cristiano Ronaldo (Portugal) e o Didier Drogba (Costa do Marfim)”, argumenta.
Outro ídolo apontado por ele é o atacante Falcão Garcia, mas o atleta segue lesionado e seu futuro é incerto na Colômbia.
Gandula profeta
Radiante por também ter sido convocado para o Mundial, o estudante João Victor, 15, garante que ficou emocionado, mas sem deixar cair lágrimas de seu rosto. “Não chorei, pode acreditar”, garante.
João Victor e Gabriel vão estar juntos nos mesmos jogos, exceto no último em que João presenciará a decisão do terceiro lugar do torneio (em 12 de julho). Empolgado com a oportunidade, ele prevê quem tentará conquistar a medalha de bronze na capital.
“Já sei que o Brasil vai ser campeão. Para a terceira posição tere